Em meio a protestos, Barein liberta prisioneiros

O Barein libertou 23 pessoas acusadas de tentarem derrubar a monarquia sunita da ilha, além de outros prisioneiros e pessoas detidas durante os protestos da semana passada, disse um parlamentar xiita nesta quarta-feira.

FREDERIK RICHTER, REUTERS

23 de fevereiro de 2011 | 08h44

Essa foi mais uma concessão da monarquia sunita à maioria xiita da população, que saiu às ruas na semana passada para exigir a adoção de uma monarquia constitucional e um governo eleito.

A libertação dos presos antecede o esperado regresso ao Barein de Hassan Mushaimaa, líder do partido radical xiita Haq, julgado à revelia por participação no suposto complô antimonárquico.

Ibrahim Mattar, deputado do partido Wefaq, também xiita, disse que mais de cem prisioneiros - inclusive 21 criminosos comuns - foram soltos durante a noite, mas que ainda há dezenas de detidos.

"Permitir que o povo proteste e libertar essas pessoas são medidas positivas", disse Mattar, acrescentando que a oposição espera a família real aceitar o princípio de uma monarquia constitucional antes de iniciar um diálogo.

Inspirados parcialmente nas recentes rebeliões que derrubaram os governos da Tunísia e Egito, os xiitas do Barein se queixam de serem discriminados pela monarquia sunita, aliada dos EUA e da vizinha Arábia Saudita.

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