Em missa no Vaticano, papa Francisco pede para não condenar os outros

O papa Francisco assumiu o papel de um simples pároco neste domingo oficiando uma missa para a comunidade residente do Vaticano e incitando os ouvintes a não condenarem rapidamente os outros por seus fracassos.

PHILI, Reuters

17 de março de 2013 | 09h34

Francisco, o ex-cardeal Jorge Bergoglio, rezou uma missa para algumas centenas de pessoas na igreja Santa Anna localizada dentro dos muros do Vaticano e que é usada pelos trabalhadores da cidade-estado.

Antes de entrar na pequena igreja, Francisco parou para cumprimentar simpatizantes que se alinharam próximos de um portão do Vaticano gritando "Francesco, Francesco, Francesco", seu nome em italiano.

Ele conversou e riu com muitos deles antes de apontar para o relógio preto de plástico no punho e dizer: "É quase dez horas, eu tenho que entrar. Eles estão esperando por mim"

Vestindo os paramentos roxos do tempo litúrgico da Quaresma, que termina em duas semanas no domingo de Páscoa, ele fez uma breve homilia em italiano, centrada na história do evangelho da multidão que queria apedrejar uma mulher que havia cometido adultério.

Jesus lhes disse: "aqueles entre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra" e, então, disse à mulher: "vá e não peques mais".

"Eu acho que, às vezes, somos como essas pessoas que por um lado querem ouvir Jesus, mas, por outro, gostam de jogar a pedra e condenar os outros. A mensagem de Jesus é esta: misericórdia", disse ele .

"Eu digo com toda a humildade que esta é a mensagem mais forte do Senhor: misericórdia", disse Francisco, falando com uma voz suave.

O papa, que deve conceder a primeira bênção neste domingo a partir da janela dos aposentos do papa a dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro, disse que as pessoas devem estar abertas a misericórdia de Deus, mesmo aqueles que cometeram pecados graves.

"O Senhor nunca se cansa de perdoar, nunca! Nós é que nos cansamos de pedir perdão", disse ele.

"Vamos pedir a graça de nunca cansar de pedir perdão, porque ele nunca se cansa de perdoar", disse ele.

No final da missa, ele esperou do lado de fora da igreja e cumprimentou as pessoas enquanto elas deixavam o prédio, como um se fosse um padre da paróquia. E pediu a muitos deles na saída: "Ore por mim".

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