Em navio, 380 passageiros têm intoxicação alimentar

Vigilância Sanitária detectou níveis de cloro insuficientes e maionese mantida fora da temperatura ideal

Da Redação, Agência Estado

09 Janeiro 2009 | 09h03

O navio MSC Sinfonia, retido em Salvador (BA) pela Vigilância Sanitária - que investigava a causa de 380 casos de intoxicação alimentar a bordo - foi liberado às 18 horas desta quinta, 8, após três adiamentos. Segundo o órgão, o teor de cloro na água servida aos passageiros estava abaixo do normal e havia problemas no armazenamento de alimentos - a maionese, que deveria estar guardada a menos de 15°C, era mantida a 22°C.O navio é o mesmo que teve uma morte a bordo - na segunda-feira, 5, a carioca Aline Mion Almeida, de 32 anos, portadora de distrofia muscular, morreu quando a embarcação estava no Recife (a PF investiga o caso) - e uma internação, nesta quarta, 7, de uma mulher de 87 anos que sofreu problemas cardíacos. Na quinta, o advogado Pedro Macente, de 71 anos, de Curitiba, sofreu um enfarte. Foi para a UTI da Fundação Baiana de Cardiologia. Segundo o médico que o atendeu, Marcílio Batista, seu estado, no início da noite, era "muito grave". De acordo com a assessoria da MSC, foi dada opção de desembarque para idosos, gestantes e famílias com crianças pequenas. Dos 2.050 passageiros, 51 ficaram em Salvador. A empresa promete pagar as passagens de volta para o Rio, destino final do cruzeiro, que de lá partiu na última sexta e passou por Recife e Maceió antes de chegar à Bahia. A empresa divulgou nota afirmando que, apesar de "não ser a responsável pelo atraso", oferecerá 25% de desconto para futuros cruzeiros, "exceto réveillon e carnaval".

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