Em nota, reitor da Unesp repudia negociação com invasores

Marcos Macari afirma, porém, reconhecer como legítima a greve no setor público

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h58

Em nota divulgada nesta terça-feira, 19, o reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marcos Macari, afirma que não discutirá "reivindicações sob coação por meio de recursos violentos" e que a reitoria não deixará de apurar responsabilidades ou de procurar a Justiça para preservar suas instalações invadidas por estudantes. Assim como USP e Unicamp, a Unesp enfrenta uma onda de manifestações estudantis. Na última semana, registraram-se ocupações de dependências da universidade em Araraquara, Franca e Presidente Prudente. Na nota, Macari afirma ainda reconhecer e respeitar "a legitimidade do direito de greve" no setor público. Há mobilização de funcionários e professores nesse sentido em diversos câmpus da Unesp.Leia a íntegra da nota:À Comunidade Unespiana, Desde o início da atual gestão, em janeiro de 2005, a Reitoria tem participado sistematicamente de reuniões nas Unidades, ampliando o diálogo e a discussão sobre as prioridades e os rumos da Universidade. Devido à nossa convicção de que a vontade institucional emana dos seus Colegiados Superiores, estimulamos a participação estudantil nesses Órgãos. Infelizmente, essa participação está esvaziada por falta de entendimento entre os próprios discentes, que, dessa forma, deixam de discutir e de participar de importantes decisões acadêmicas e administrativas. Apesar de ainda não ter sido regulamentado o direito de greve para o serviço público, que é previsto pela Constituição Federal, reconhecemos sua legitimidade e o respeitamos como recurso de negociação. No entanto, sobre as recentes invasões e ocupações de dependências da Universidade, a lei é clara e não nos faculta deixar de tomar medidas cabíveis diante do risco ao patrimônio público e de constrangimentos físicos e morais, que implicam não só a renúncia ao diálogo e ao uso da razão, mas também o desrespeito ao próprio estado de Direito, tão arduamente conquistado pela mobilização conseqüente de vários setores da sociedade brasileira. Desse modo, não discutiremos reivindicações sob coação por meio de recursos violentos, não deixaremos de apurar responsabilidades, nem hesitaremos em recorrer à Justiça para restabelecer o respeito à civilidade, ao diálogo e à razão. Marcos MacariReitor

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