Em Ohio, Obama critica Romney por custos da educação

O presidente norte-americano, Barack Obama, tentou nesta terça-feira mostrar novamente que o seu rival Mitt Romney está desconectado da realidade dos norte-americanos comuns, dizendo a alunos em Ohio que ele estava mais comprometido que os republicanos para tornar a universidade mais acessível.

JEFF MASON, Reuters

21 de agosto de 2012 | 22h05

Estudantes e jovens eleitores compuseram uma boa parte da coalizão que elegeu Obama em 2008, e os assessores do mandatário democrata prentendem manter esse apoio neste ano, apesar da queda de entusiasmo que, em alguns momentos, tem atrapalhado a campanha.

A equipe de Obama passou meses tentando mostrar Romney, ex-executivo de uma empresa de capital privado, como alguém com quem os norte-americanos de classe média não podem se identificar por se negar a divulgar suas declarações de imposto de renda de vários anos e por manter dinheiro em contas no exterior.

O presidente, ele mesmo um milionário e graduado em Harvard, continuou sua ofensiva no decisivo Estado de Ohio, ressaltando a sugestão de Romney para que os estudantes peçam dinheiro emprestado a seus pais para pagar a universidade como um exemplo das ideias do ex-governador de Massachusetts.

"Nem todos têm pais com dinheiro para emprestar", disse Obama a um grupo de mais de 3.000 pessoas na Universidade Capital, nos arredores de Columbus. "Isso deve ser novidade para algumas pessoas."

Obama destacou que ele e sua esposa Michelle não vieram de famílias ricas e que ambos se graduaram com dívidas pesadas.

O presidente criticou Romney por não falar sobre doações ou faculdades comunitárias, mas incentivar os alunos a "buscar" o melhor negócio para a sua educação.

"Isso é tudo, esse é o plano dele", disse Obama.

A campanha de Romney afirmou que o fracasso de Obama de melhorar a situação econômica do país havia dificultado a vida dos estudantes e jovens.

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