Em pronunciamento, Dilma promete 'jogo duro' contra inflação

A presidente Dilma Rousseff voltou a dizer nesta sexta-feira que não medirá esforços para controlar a inflação, em pronunciamento em cadeia nacional comemorativo ao Dia do Trabalho, no próximo domingo. Ela também reiterou seu compromisso de erradicar a miséria.

REUTERS

29 Abril 2011 | 21h04

Dirigindo-se aos trabalhadores, Dilma afirmou que garantir o poder de compra é tão importante quanto gerar empregos e que não abrirá mão de fazer o necessário contra a inflação.

"Garantir o poder de compra do salário significa jogar duro contra a inflação. Esse é um dos fundamentos da nossa política econômica e dele jamais abriremos mão", disse a presidente no pronunciamento de dez minutos transmitido pela TV.

Dilma reiterou que o governo está atento "aos mínimos detalhes" da economia do país e que busca "na hora certa, soluções para os problemas". Ela citou, assim como fez durante o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, na última terça-feira, a situação econômica mundial.

"Assim como fomos um dos países que melhor reagiu à crise financeira internacional, estamos preparados para enfrentar as pressões inflacionárias que rondam, no momento, a economia mundial", disse.

Como desafios para o crescimento em curso no Brasil, Dilma enumerou o combate aos gargalos da infraestrutura, às distorções do sistema tributário e à necessidade de especialização da mão-de-obra. Com a solução desses pontos, o crescimento será realizado de forma "harmônica" e "sustentável", acredita a presidente.

"Feliz de um país que está alerta e tem instrumentos para responder, sem titubear, a cada um desses desafios", afirmou.

Também citou a necessidade da melhora dos gastos públicos. No começo do ano, o governo federal anunciou um corte no Orçamento de 50 bilhões de reais, na linha definida pela presidente de "fazer mais e melhor com menos recursos".

Em recado aos trabalhadores, assegurou que manterá a política de valorização do salário mínimo, aprovada em fevereiro. Ao mencionar programas de especialização de mão-de-obra, lançados pelo governo, fez uma citação à classe média, que vem sendo foco de polêmica entre o seu partido, o PT, e a oposição representada pelo PSDB.

"São iniciativas (os programas) que demonstram o compromisso especial que nosso governo tem com os pobres e com a classe média. Com os pobres, para garantir que subam na vida. Com a classe média, para garantir que seu padrão de vida melhore ainda mais", explicou.

Dilma afirmou ainda que programas de infraestrutura --como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)-- serão mantidos, "sem interrupções" e anunciou que pretende lançar, "nas próximas semanas", o Programa Brasil Sem Miséria, que irá integrar recursos para programas sociais do governo.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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