Em Salvador, Dilma pede voto em Pelegrino para deixar 'time completo'

A presidente Dilma Rousseff pediu nesta sexta-feira voto para o candidato petista à prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino, afirmando precisar de "parceiros" e disse que a eleição do colega de partido deixaria "o time completo", já que o governador da Bahia é o também petista Jaques Wagner.

Reuters

19 de outubro de 2012 | 21h35

Pelegrino, que está 8 pontos atrás de ACM Neto (DEM), segundo pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira, tem baseado sua campanha no alinhamento entre as três esferas do governo para melhorar a capital baiana.

"Eu preciso de parceiro. Assim como eu tenho o Jaques Wagner de parceiro, eu preciso de um parceiro como o Pelegrino", disse a presidente durante comício no bairro popular de Cajazeiras. "Eu preciso de gente que joga com a mesma camisa."

Dilma enfatizou que seu governo não discrimina, nem persegue governantes de outros partidos, mas insistiu na necessidade de ter um correligionário no comando de Salvador.

"Isso não significa que eu não sei quem faz parte do meu projeto, do meu time, da minha família. E quem faz parte do meu projeto, do meu time, da minha família tem nome, e é o Pelegrino", afirmou.

"Temos a obrigação de ganhar essa eleição para o time ficar completo."

Dilma disse que não estava na capital baiana "para falar mal de ninguém", mas, sem citar o nome dos adversários, fez críticas a eles. "Aqui, não pode ter governinho. Aqui, não pode ter governo pequinininho. Temos que ter um grande governo", disse a presidente.

Em uma das cidades com maior população de negros do país, a presidente fez uma fervorosa defesa do sistema de cotas raciais para o ingresso em universidades públicas. Sem nomear adversários, lembrou que o DEM entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal questionando o sistema de cotas adotado pela Universidade de Brasília (UnB).

"A lei de cotas escancara a porta da universidade para a população negra, para a população pobre desse país", disse Dilma. "Tem gente que votou contra a lei de cotas. Tem gente que entrou na Justiça contra a lei de cotas."

É a terceira vez nesta campanha eleitoral que a presidente participa diretamente da campanha de um candidato petista. No primeiro turno, ela foi a São Paulo fazer um comício ao lado do petista Fernando Haddad, que foi ao segundo turno e disputa agora contra o tucano José Serra.

Dilma também foi a Belo Horizonte mostrar apoio ao candidato do PT, Patrus Ananias, na capital mineira. Patrus, no entanto, foi derrotado por Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB), já no primeiro turno.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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