Em SP, até CEU fica em área de risco de deslizamento

Em São Paulo, não são apenas favelas em encostas que estão em locais sujeitos às catástrofes naturais. Há vários equipamentos do poder público em áreas de risco de deslizamentos de terra ou inundações, o que contribui para a fixação da população em situação irregular no entorno.

AE, Agência Estado

18 de janeiro de 2011 | 09h09

É o caso do Centro Educacional Unificado (CEU) Paz, na Brasilândia, zona norte da capital paulista. Ele está em uma encosta no meio de uma favela no Jardim Paraná, que nos últimos dias teve pelo menos dois desabamentos, sem feridos. Do local é possível avistar quatro trechos de deslizamentos. Apesar do desmoronamento do entorno, a Prefeitura garante que o CEU não corre risco.

A zona norte é a segunda com mais áreas de risco na cidade. São 107 pontos, segundo estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) no ano passado. A zona sul é a pior, com 176. São 407 áreas na risco em toda a capital. Nelas, 115 mil habitantes (27% dos imóveis) estão em áreas de alto ou muito alto risco e têm mais chances de desabar.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, a administração municipal deve apresentar "na semana que vem" um plano para a remoção dessas famílias. No mesmo prazo, a Prefeitura promete divulgar o laudo completo do IPT - foram divulgados apenas números. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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