Em SP, erro faz veículos serem reprovados em inspeção

Dois meses após se tornar item de reprovação na inspeção veicular de São Paulo, a análise de ruído já tem feito as primeiras vítimas. Motoristas não têm conseguido passar na avaliação porque os limites que constam no documento dos veículos - em pelo menos três modelos - são maiores do que o registrado na Controlar, empresa responsável pela inspeção. O problema é que as montadoras informaram dados errados. A reportagem confirmou três modelos em que houve o erro: Mercedes Benz ML 63 AMG, Mitsubishi TR4 (até 2008) e a moto Yamaha XT660 R (2009). Os veículos somam mais de 26 mil unidades vendidas nos períodos correspondentes.

AE, Agência Estado

13 de abril de 2011 | 10h21

O número de modelos pode crescer, uma vez que o problema só é detectado quando o motorista faz a inspeção. Na hora da análise, a Controlar leva em conta o limite estipulado na portaria da Secretaria do Verde e Meio Ambiente que dispõe das regras do processo. O documento, por sua vez, teve como fonte os limites disponíveis no site das montadoras. "Percebemos pelo menos dez casos em que houve esse problema e cabe às montadoras apresentar as divergências (à secretaria)", afirmou o diretor executivo da Controlar, Eduardo Rosin. O ruído tem apresentado um índice de reprovação de quase 1% da frota, segundo a Controlar. Cerca de 70 mil.

Não há previsão para que os valores corretos sejam atualizados nos modelos da Mitsubishi e da Mercedes. As empresas afirmam que já repassaram os novos valores à secretaria. Ambas informaram que quem tiver prejuízo pode procurar a empresa.

Apenas a Yamaha XT660 R teve a informação corrigida em portaria publicada ontem no Diário Oficial, que atualizou novos modelos das fabricantes citadas - além da Kia Motors. Foi modificado o limite de rotação do motor na hora da inspeção, que originalmente estava mais alto que o correto. A empresa também informou que os proprietários que se sentirem lesados podem procurar o serviço de atendimento.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria do Verde não informou quais foram as alterações trazidas pela portaria e por que não houve alterações nos limites da Mitsubishi e da Mercedes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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