Em SP, menos contratos do que no Piauí

Em um dos principais estados do País falta conselho e até sistema informatizado para o banco de dados da DAP

O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 06h31

Em Regente Feijó, oeste de São Paulo, produtores familiares melhoraram a rentabilidade de suas propriedades com apoio do Pronaf. O produtor Claudinei Dundi conta apenas com a ajuda do pai, Olívio, para tocar a propriedade de 80 hectares. A principal atividade é a pecuária leiteira. Além do pasto, o produtor mantém a lavoura de milho para alimentar os cerca de 150 animais. E é com o financiamento do Pronaf que eles conseguem custear o plantio de milho. ''''É um pouco burocrático, mas não impossível.'''' E é também com a ajuda do Pronaf que ele espera aumentar sua produção. ''''Quero aumentar o rebanho e melhorar a estrutura da ordenha mecânica. Estou pesquisando para ver qual é a melhor linha.'''' Também de Regente Feijó, no sítio do agricultor Rubens Bosisio as atividades são diversificadas: produz café, milho e leite. O primeiro financiamento pelo Pronaf foi há sete anos, para custear o plantio de milho. ''''Desde então, faço todo ano'''', diz o produtor. ''''É importante para nós, porque os juros são acessíveis.'''' Antes do Pronaf, Bosisio havia feito um financiamento em outro programa, com juros mais altos. ''''Dependendo do ano, era complicado pagar.'''' Mas apesar dos exemplos de sucesso, São Paulo está entre os estados que menos contratam financiamentos pelo Pronaf. Segundo o anuário estatístico do crédito rural, do Banco Central, dos 2,2 milhões de contratos nas linhas do Pronaf firmados no Brasil em 2005, São Paulo registrou apenas 28.256 contratos. Número muito abaixo de outros Estados, como o Piauí, por exemplo, onde foram feitos 180.688 contratos no Pronaf. No Rio Grande do Sul foram firmados 288,64 mil contratos. ''''Somos o único Estado sem o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, exigência para acesso ao programa'''', explica a secretária-executiva do Pronaf na Secretaria de Agricultura, Marly Teresinha Pereira. ''''Tudo é feito direto com Brasília, por isso é demorado. Estamos montando o conselho, que deve ser instalado ainda este ano'''', promete Marly. Outro problema a ser resolvido, diz ela, é aumentar o número de produtores com a DAP, ainda não informatizada em São Paulo. Para discutir os problemas que dificultam o acesso do agricultor paulista ao Pronaf, os organizadores da Agrifam programaram um encontro no primeiro dia do evento (2 de agosto), que deve contar com a participação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

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