Em SP, nota sobe no ensino médio

Tendência no Estado foi de crescimento no médio, mas sem avanço no fundamental

PAULO SALDAÑA, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h02

O Estado de São Paulo teve resultados divergentes da tendência nacional no índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Os resultados do ensino médio da rede estadual tiveram boa melhora em 2011, ao contrário do Brasil, mas os dois ciclos do ensino fundamental ficaram estagnados, com o mesmo resultado no índice de 2009.

O ciclo 1, de 1.ª à 4.ª série, teve nota 5,4 e o final, da 5.ª à 8.ª série, 4,3. Apesar de não ter conseguido aumentar sua nota, o Estado se manteve dentro da meta para 2011 - 5,3 e 4,2, respectivamente.

As notas da Prova Brasil mostram que a rede estadual de ensino fundamental tem rendimento médio menor que a média nacional nas provas de matemática. Isso ocorre nos dois ciclos do fundamental.

No Estado de São Paulo, o mais rico do País, 371 escolas dos anos finais do fundamental não conseguiram alterar em nada a nota do Ideb em dois anos, entre 2009 e 2011 - o equivalente a 10%. Além disso, 38% das escolas da rede estadual tiveram queda na nota. Pioraram seu desempenho no mesmo período.

No ensino médio, em que o avanço é mais difícil no País, o Estado de São Paulo teve aumento de 3,6 para 3,9 na rede estadual. As médias de língua portuguesa nesse ciclo passaram de 268,69 para 272,56 em 2011. Em matemática, a nota subiu de 270,66 para 274,19.

O governo comemorou o resultado do ensino médio. "Em comparação com as redes estaduais do País, o Estado de São Paulo supera o indicador em todos os níveis de ensino", diz nota. Questionado, não comentou os resultados ruins do ensino fundamental.

Prefeitura. Por município, os dados do Ideb mostram que a cidade de São Paulo não conseguiu alcançar a meta para 2011 no Ideb nos primeiros anos do ensino fundamental. Na ciclo 2, a capital paulista teve um crescimento menor do que no primeiro, mas não superou a meta.

A rede pública da cidade de São Paulo, incluindo escolas estaduais e municipais, tiveram nota de 4,2 enquanto a meta para a cidade era 4,4 no anos finais. A média nacional foi de 5.

As escolas municipais da cidade não alcançaram a meta. A nota da rede foi de 4,3 - a meta, no entanto, era de 4,6. As escolas estaduais na capital paulista com alunos de 5.ª à 8.ª série tiveram nota de 4,1, abaixo da meta de 4,3.

A pior. A pior escola da cidade nos anos iniciais é municipal. A escola Professor Mailson Delane fica no bairro de Cidade Tiradentes, extremo leste. A instituição, que registrava melhora progressiva nos outros levantamentos, registrou nota de 3,1 em 2011. "Não entendo. Pelo que estamos observando, os alunos estão melhorando", diz a coordenadora Franciane Camargo. De fato, a queda foi brusca. Em 2009, a escola que tem cerca de 700 alunos tinha atingido a meta ao conseguir um Ideb de 4,5.

Nos anos iniciais, tanto as escolas vinculadas ao município quanto as ligadas ao Estado não alcançaram suas metas - em desacordo com a tendência nacional de melhora. E rede municipal ficou com nota 4,8, e a meta era 4,9. Já a estadual ficou com 5,3, enquanto a meta era de 5,4.

A Prefeitura de São Paulo informou que não recebeu os dados oficiais, mas ressaltou que "as informações indicam que a rede municipal continua crescendo, mostrando o acerto de suas políticas".

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