Em SP, projetos sociais unificados amenizam carências

Projetos de transferência de renda beneficiam cerca de 250 mil famílias

Bruno Paes Manso, de O Estado de S. Paulo,

03 Novembro 2008 | 09h06

Os quatro programas de transferência de renda em São Paulo tornaram-se o principal instrumento do Município para lidar com as distorções existentes na rede de apoio social e educacional para crianças e adolescentes. Desde que o cadastramento foi unificado pela Prefeitura, em 2006, a população dos bairros com mais moradores em situação de extrema pobreza é a mais beneficiada.   Veja também:  SP tem mais serviço social em bairros ricos, diz estudo O ranking dos 209 mil receptores do Bolsa Família, do governo federal, que distribui entre R$ 140 e R$ 200 para famílias com crianças matriculadas na escola, evidencia essa realidade. O Grajaú, na zona sul, fica no primeiro lugar do ranking, com 12.452 famílias. No bairro, entre 133 mil crianças e jovens de até 18 anos, 32% estão em pobreza extrema. No outro extremo da tabela está o Jardim Paulista, distrito onde 70% dos chefes de família ganham mais de 10 salários mínimos e só 17 famílias recebem valores do governo federal. Nos cinco distritos em que há mais beneficiados, em média, 27% dos que têm até 18 anos estão em situação de pobreza extrema. Entre os cinco menos beneficiados, não existem crianças e jovens nessa situação.O mesmo sistema de cadastro funcionou para outros três projetos: o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), da União; o Renda Mínima, da Prefeitura; e o Renda Cidadã, do Estado. Juntos, beneficiam cerca de 250 mil famílias na capital, que recebem um teto de R$ 200 por família. "Os dados da Fundação Seade determinavam os locais de concentração de pobreza. Nesses lugares, cerca de 200 pessoas passavam de porta em porta para fazer o cadastro", explica o coordenador de Gestão de Benefícios da Secretaria de Assistência Social, Marcos Arouca.A coordenadora de Proteção Especial, Ângela Maria Visconti, destaca que desde os anos 90 se consolidou um novo paradigma. Como a maior parte das crianças e jovens que viviam nas ruas se concentrava nas regiões mais centrais, acreditava-se que os programas deviam ficar nesses locais. "Com o tempo, formou-se um consenso de que era importante trabalhar com as famílias dessas crianças e jovens", explica. var keywords = "";

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