Em SP, só 6% da taxa de luz vai para expansão da rede

A taxa de luz criada em 2003 rendeu aos cofres públicos de São Paulo R$ 791,6 milhões em cinco anos, quantia maior que todo o orçamento previsto em 2008 para uma cidade como Santos. Mas, no mesmo período, o investimento feito pelo governo municipal na ampliação da rede para o fornecimento de energia elétrica da capital não ultrapassou R$ 41 milhões, menos de 6% do que foi arrecadado. O valor cobrado pela Prefeitura varia de acordo com o tipo do imóvel, sendo R$ 3,50 para residências e R$ 11 para comércio.Dados do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), subordinado à Secretaria Municipal de Serviços, mostram que há um déficit de 20 mil pontos de luz na capital paulista e, em média, outras 20 mil lâmpadas que falham todos os dias - 4% de um total de 560 mil pontos. Os números refletem parte das reclamações que chegam ao departamento pelo 0800-722-0156, cuja média, em janeiro, foi de 970 protocolos diários.Na Ouvidoria do Município, as reclamações sobre a iluminação pública lideraram o ranking do órgão durante todo o ano de 2007 e em janeiro deste ano. As informações de fevereiro ainda não foram divulgadas. De acordo com a ouvidora Maria Inês Fornazaro, as principais queixas são de problemas de manutenção, furto de cabos e a necessidade de expansão da rede, nessa ordem.A criação do 0800, porém, fez o número de queixas cair na Ouvidoria - de 655, em janeiro de 2007, para 356 no mesmo mês em 2008. Segundo Maria Inês, o fato de o cidadão ter um número direto com o Ilume é mais satisfatório. ?Essa queda de mais de 50% das reclamações de iluminação pública na Ouvidoria é resultado de um trabalho em parceria. Mas isso não significa que os problemas deixaram de existir, mas agora têm soluções ágeis com o canal direto com o Ilume?, ressaltou a ouvidora.O Ilume afirma que a maior parte do dinheiro da tarifa vai para o custeio do consumo de energia elétrica, de 600 mil MW/h por ano. Todos os meses, de acordo com o órgão, são pagos cerca de R$ 8 milhões à Eletropaulo, para custear o consumo. Entre 2004 e 2007, o Ilume contou com verba anual média de R$ 170 milhões. O diretor do órgão, Walter Bellato, diz que a troca de mais de 110 mil lâmpadas brancas de mercúrio pelas amarelas de sódio, mais econômicas, permitiram uma redução no total pago pelo consumo de energia mensal de R$ 11 milhões em 2005 para R$ 8 milhões no ano passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

06 de março de 2008 | 08h36

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