'Emagreci e fiquei mais tranquilo'

Praticante é lutador consciente, diz adepto

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2012 | 03h07

O gerente de tecnologia Sílvio Alves Júnior, de 31 anos, diz que se tornou outra pessoa há quase dois anos, quando começou a treinar MMA e jiu-jítsu seis vezes por semana. Ele conta que conseguiu perder 20 kg. "Não bebo mais, como corretamente, sinto-me saudável e a luta funciona como uma válvula de escape."

Segundo Sílvio, muita gente pensa em violência quando se fala do esporte, mas por desconhecimento. "Tem muito preconceito em volta do MMA, porque as pessoas não sabem como funciona. Eu mesmo fiquei mais tranquilo depois que comecei a praticá-lo. Além do mais, um verdadeiro praticante de MMA não é brigador, mas um lutador consciente", afirma.

Ele disse que já machucou os dedos e deslocou o ombro, mas por falta de atenção. "Nada que não teria ocorrido em outro esporte." Para ele, a melhor forma de evitar problemas graves é escolher uma boa academia e um professor de referência. "Ele vai te ensinar a ter cuidado."

O webdesigner Danilo Alba, de 25 anos, treina MMA há um ano e meio, junto com muay thai. Ao todo, vai à academia cinco vezes por semana. "Sempre li muito sobre esse esporte e assistia às lutas na internet. Aí, quando vi a aula na academia, resolvi me inscrever."

Ele conta que no primeiro dia de aula saiu todo dolorido e sentiu até tontura. "Ficamos treinando resistência, tipo escola militar, com flexão, corrida. Foi bem pesado, mas gostei e quis voltar." Com duas semanas de treino, já estava trocando socos com um aluno mais graduado, mas não se sentiu intimidado. "Eles têm mais controle dos movimentos que os iniciantes."

Com um mês, o ritmo de treino e o uso de golpes estava mais intenso. "A carga aumenta e muita gente nem continua, mas eu me adaptei."

Segundo ele, luvas e protetor bucal são sempre usados, mas, vez ou outra, os alunos vão para casa machucados. "Às vezes acontece de alguém sair com o olho roxo ou o nariz sangrando. É normal", diz, revelando que não tem esse receio. "Se fizer a coisa certa, não há como me machucar." / N.M.

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