Embaixada em Lagos foi avisada pelo pai

Antes de tentar explodir o Airbus A-330 da companhia área Northwest Airlines, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos, já havia chamado a atenção das autoridades americanas. Um funcionário da administração da presidência, que não quis se identificar, disse ontem ao jornal The New York Times que um inquérito foi aberto há algumas semanas depois que o pai do suspeito, o ex-banqueiro Alhaji Umaru Mutallab, advertiu funcionários da Embaixada dos EUA em Lagos de que seu filho havia se tornado um extremista religioso.

, O Estadao de S.Paulo

26 Dezembro 2009 | 00h00

A informação foi passada para o sistema e estava sendo avaliada, mas segundo o funcionário norte-americano não haviam indícios suficientes para disparar alarmes de que o jovem pudesse cometer um ataque terrorista.

"CHAMADO DO ISLÃ"

Abdulmutallab, que está sendo tratado por queimaduras graves no hospital da Universidade de Michigan em Ann Arbor, cresceu numa família de elite e estudou nas melhores escolas da África Ocidental. Após concluir o ensino médio, ele se mudou para a Grã-Bretanha, onde se matriculou na University College de Londres para estudar engenharia. Há três meses, porém, ele enviou mensagem ao pai anunciando que estava abandonando a universidade para estudar em Dubai "e iniciar uma nova vida, seguindo o chamado do Islã". Sem obter consentimento do pai, ele fugiu para o Iêmen - de acordo com um parente do rapaz.

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