Embaixador em Honduras não voltará ao país, diz Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores determinou nesta segunda-feira que o embaixador brasileiro em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, fique no Brasil sem prazo para voltar ao país centro-americano devido ao golpe que tirou o presidente Manuel Zelaya do poder.

REUTERS

29 de junho de 2009 | 18h57

"Ele estava de férias e vai permanecer no Brasil devido aos últimos acontecimentos", disse um porta-voz do Itamaraty à Reuters.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o golpe de Estado em Honduras e afirmou que não reconhecerá outro governo que não seja o do presidente deposto.

"Não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe", disse Lula em seu programa de rádio semanal "Café com o Presidente".

O Exército de Honduras deteve Zelaya em sua residência no domingo e o levou contra a sua vontade para a Costa Rica. Os militares têm o apoio de setores políticos contrários ao projeto de reeleição do presidente.

"O Zelaya ganhou as eleições. Portanto, ele deve retornar à Presidência de Honduras. É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras", afirmou Lula.

Os países latino-americanos que integram o grupo de esquerda Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) anunciaram também nesta segunda-feira que vão retirar seus embaixadores de Honduras, em protesto à deposição do presidente Manuel Zelaya.

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