Embalagens econômicas?

As embalagens econômicas são uma boa solução para a questão ambiental? Fui ao Pão de Açúcar da Avenida Francisco Morato, no Morumbi, e constatei que sairia mais barato comprar duas latas de um achocolatado em pó, com 400 gramas, custando R$ 2,99 cada uma, do que comprar uma embalagem econômica com 800 gramas por R$ 5,99. Isso não ocorre somente com esse produto, nem nesse supermercado. As empresas lançam embalagens grandes com peso líquido fora de proporção em relação às pequenas, para dificultar para o consumidor que for comparar os valores. Sou obrigada a levar uma calculadora ao supermercado para saber o que estou realmente pagando. Garanto que, em 99% dos casos, as embalagens menores são mais baratas. As embalagens econômicas foram criadas para diminuir a quantidade de embalagens e, consequentemente, o impacto ambiental, e não fazer o consumidor que se preocupa com o meio ambiente pagar mais por isso!

, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

IDA ALT

Cotia

O Pão de Açúcar informa que o sistema de precificação é automático para o cálculo dos preços de acordo com o tamanho e quantidade de produto oferecido. Explica que o achocolatado em pó citado consta com um benefício de aproximadamente 5%, quando vendido na embalagem econômica, quando o preço é regular, ou seja, sem oferta. Mas, diz, entre os dias 13 e 14 de outubro (período em que a leitora esteve na loja), a rede anunciou uma promoção concedendo um desconto para embalagem de 400 gramas, que passou de R$ 3,49 para R$ 2,99, mas o item de 800 gramas não estava em oferta nesse período.

Assalto no Metrô

No domingo, 4/10, por volta das 8h30, entre a Estação Vila Madalena e a Sumaré do Metrô, fui assaltada dentro do vagão vazio. O bandido pegou o celular da minha mão e pediu minha carteira. Pedi calma e tentei convencê-lo a não levar meus documentos. Quando estávamos próximos da Estação Sumaré, ele me levantou pela roupa e me jogou contra a parede do vagão. Tentei me proteger e ficar próxima da porta para que, quando ela abrisse, pudesse fugir. Foi quando ele me deu dois socos, no rosto e na cabeça. Fiquei sem reação. Chegamos à estação, mais uma vez, não havia ninguém e o assaltante desceu. Do lado de fora, gritou para que eu não saísse e ficou lá até as portas fecharem. Segui sozinha até a Estação Clínicas. Na plataforma, havia vários passageiros, mas nenhum funcionário. Subi as escadas em direção à saída e pedi socorro à funcionária que estava ao lado da catraca. Ela chamou os seguranças, que perguntaram o que aconteceu e me orientaram a fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Polícia do Metropolitano de São Paulo (Delpom), na Estação Palmeiras-Barra Funda. Ninguém prestou socorro nem me acompanhou à Estação Ana Rosa, como pedi. Amigos me esperavam lá e me levaram ao hospital, onde fiquei internada até o dia 7/10, pois sofri uma cirurgia e fiquei 15 dias de repouso em casa. Minha mãe entrou em contato com o Metrô e, após esse período, fiz o B.O. na Delpom. Mas ainda não tive nenhum retorno sobre as investigações. Continuo fazendo tratamento de reabilitação dos músculos da face para não perder os movimentos e não ficar deformada.

SANDRA H. CREMONESE

São Paulo

A Assessoria de Imprensa do Metrô esclarece que a companhia emprega vários meios, como a presença de agentes de segurança e monitoramento por câmeras de vídeo para garantir a segurança dos passageiros. Informa que os funcionários atenderam a sra. Sandra logo após a ocorrência e insistiram para que ela recebesse atendimento médico no Hospital das Clínicas (HC), ao lado da estação. Explica que é norma do Metrô, logo após a prestação de primeiros socorros, levar as vítimas de acidentes ou de outras ocorrências à rede pública hospitalar ou para atendimento particular (caso seja essa sua escolha). Diz que a sra. Sandra alegou compromissos pessoais urgentes e negou o atendimento, como também recusou fazer o registro na Delpom. Responde que ela foi orientada para fazer o registro posteriormente e quem o fez foi sua mãe, quando os funcionários envolvidos no atendimento prestaram esclarecimentos à autoridade policial.

A leitora diz: Enviei uma carta à Ouvidoria do Metrô, em 3/11, que marcou uma reunião para o dia 1.º/12 para ouvir, de fato, o que tenho a dizer sobre esse absurdo que diz a assessoria. Ninguém me procurou para averiguar os fatos. Minha mãe procurou o Metrô no dia seguinte, quando foi feita a cirurgia! Mesmo que eu tivesse me "recusado" ser levada ao HC, era de responsabilidade do Metrô ter prestado os primeiros socorros ou ter me acompanhado até a Estação Ana Rosa em segurança.

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