Embarques da Copersucar cairão 80% em janeiro em Santos--agência

A Copersucar, maior produtora e comercializadora de açúcar do mundo, deverá escoar 90 mil toneladas do adoçante em janeiro pelo porto de Santos, 80 por cento menos ante o mesmo mês de 2013, uma vez que as operações no local ainda são prejudicadas pelo incêndio do ano passado, mostrou acompanhamento de importante agência marítima.

Reuters

09 de janeiro de 2014 | 16h43

Até o momento neste mês a Copersucar já embarcou 30 mil toneladas, e a programação dos navios indica mais uma embarcação prevista para atracar e carregar mais 60 mil toneladas.

Em janeiro de 2013, a Copersucar escoou quase 460 mil toneladas pelo porto de Santos, segundo o acompanhamento da agência.

O Terminal Açucareiro Copersucar (TAC) da Copersucar no porto de Santos foi atingido por grave incêndio em outubro do ano passado, que destruiu cerca de 180 mil toneladas e interrompeu temporariamente a movimentação no local.

O acidente levou a Copersucar a emitir avisos de força maior para exportadores independentes.

Com o fogo contido, a empresa deu início a um trabalho de recuperação das instalações afetadas. No final do ano, a Copersucar informou que os embarques em Santos seriam retomados em janeiro, movimentando inicialmente cerca de 250 mil toneladas. Mas acrescentou que a operação normal só será retomada em fevereiro de 2015.

A assessoria da Copersucar informou que a companhia não teria um porta-voz disponível nesta quinta-feira para comentar o assunto, e reiterou as informações divulgadas no final de 2013.

A empresa também informou anteriormente que redirecionaria suas exportações para terminais no porto de Paranaguá (PR).

O presidente do sindicato dos operadores de equipamentos nos portos e terminais marítimos do Estado de São Paulo (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, disse que as operações começaram de forma cautelosa.

"O terminal da Copersucar já está operando e armazenando carga, mas de maneira precária... esperávamos uma demora até maior para começar", disse Távora.

Ele explicou que inicialmente os embarques foram feitos a partir do reaproveitamento de cargas de açúcar ensacado não afetadas pelo incêndio, mas agora a companhia já está recebendo e armazenando açúcar no seu terminal.

Além disso, Távora observou que a empresa também fez acordos com a Rumo, grande operadora logística de açúcar, e outras empresas para desviar, armazenar e escoar cargas por outros terminais.

"Na realidade ficou uma linha de transmissão de carga, o embarque está sendo feito, mas não naquela velocidade (de antes)", disse o presidente do sindicato.

(Reportagem Fabíola Gomes)

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