Embarques no porto de Santos devem cair em 2008 e 2009

As embarcações realizadas no porto de Santos, o maior do Brasil, devem cair 2,1 por cento em 2008 e 1,6 por cento em 2009, após uma expansão acelerada no setor de commodities ter chegado a um fim abrupto no segundo semestre do ano, informou a Codesp, que administra o porto, nesta segunda-feira, . O tráfego de contêineres deve aumentar 7,4 por cento, a 29,4 milhões de toneladas este ano em relação a 2007, e o volume de embarques a granel de uma ampla variedade de líquidos e alimentos da América Latina devem cair em um quarto, segundo dados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A crise financeira global enfraqueceu a moeda brasileira e cortou os preços de muitas de suas commodities. Ela fará com que o volume trabalhado no porto em 2009 caia, informou a Codesp, companhia que administra o porto. "As previsões apontam para uma queda de embarques de commodities agrícolas, afetando principalmente o desempenho de sólidos a granel", disse um comunicado da Codesp, que espera que os embarques a granel caíam 3,3 por cento em 2009. Para 2008, a empresa informou que os embarques de líquidos devem cair 12,9 por cento, em decorrência do menor transporte de petróleo combustível. Uma redução nas exportações de açúcar e cana, em queda de 4,7 por cento e 41,1 por cento respectivamente, contabilizarão menores embarques a granel em 2008. O comunicado diz que a importação de fertilizantes poderá cair em cerca de 10 por cento, à medida que o Brasil busca aumentar sua própria produção ou buscar fornecedores na América Latina, reduzindo a sua dependência em relação a distantes produtores asiáticos, que também são grandes consumidores de fertilizantes. Mas os embarques de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar e exportado a Europa e aos Estados Unidos para ser misturado à gasolina aumentaram 38 por cento. Os embarques de grãos de soja do porto de Santos aumentaram 53 por cento. O Brasil é o segundo maior exportador de soja do mundo. O porto, também o maior na América Latina, ganhou uma parte de tráfego em novembro e em dezembro, que foi desviada do porto de Itajaí, mais ao sul do país, após enchentes terem prejudicado seus ancoradouros e terem fechado o porto por várias semanas. Santos também está ampliando as suas instalações para aumentar a sua capacidade de frete, e está desenvolvendo uma rede de canais para aumentar o movimento de produtos por toda a vasta área do porto.

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