Embraer vende jatos na China e montará Legacy no país

A Embraer anunciou nesta terça-feira novos acordos para venda de 20 aviões às companhias chinesas CDB Leasing e Hebei Airlines. Incluindo opções de compra e pedido recente anterior, as encomendas obtidas pela empresa no país somam 35 unidades do jato modelo 190.

REUTERS

12 de abril de 2011 | 07h40

A fabricante brasileira informou ainda que fechou acordo para construir uma linha de produção do jato executivo Legacy 600/650 na China, aproveitando recursos de joint-venture da empresa no país.

A unidade fabril chinesa --uma parceria da Embraer com a estatal China Aviation Industry Corporation II (AVIC) criada no fim de 2002-- estava ameaçada por abrigar apenas a linha de montagem do ERJ-145, jato de 50 assentos com demanda cadente. A Embraer entregaria neste mês o último ERJ-145 na China de sua carteira de pedidos, o que deixaria a fábrica ociosa a partir de então, ameaçando seu fechamento.

Inicialmente, a Embraer pretendia instalar na China uma linha de montagem para seu modelo Embraer 190, de 100 passageiros, mas a ideia enfrentava resistência do governo chinês, que está desenvolvendo um avião regional similar.

"Nas próximas semanas, as empresas finalizarão os detalhes deste projeto e a formalização da documentação necessária", afirmou a Embraer em comunicado.

Dos pedidos de jatos 190, 10 são da Hebei Airlines e a primeira entrega está programada para setembro de 2012. A empresa chinesa também acertou direitos de compra de mais cinco unidades.

Além dos aviões para a Hebei, a Embraer fez acordo com a CDB Leasing (CLC) para um segundo pedido de 10 jatos 190, depois que a empresa fez uma primeira encomenda de 10 unidades no início do ano. Além deste segundo pedido, a CDB Leasing assinou carta de intenção para um terceiro lote de 10 aviões modelo 190.

Se a carta for confirmada, o pedido total feito pela CLC será de 30 aviões, numa encomenda de 1,25 bilhão de dólares a preços de tabela dos aparelhos, informa a Embraer.

Segundo a fabricante brasileira, todos os aviões encomendados pela CLC serão operados pela China Southern Airlines, a maior companhia aérea do país e a terceira do mundo. A empresa aérea comeca a receber os aviões no segundo semestre deste ano.

Os acordos da Embraer foram anunciados em meio à delegação brasileira que acompanha a viagem de cinco dias da presidente Dilma Rousseff à China.

(Reportagem Raymond Colitt, texto de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Vanessa Stelzer)

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