Emissões de CO2 nunca foram tão grandes, alerta AIE

A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu ontem que o ano passado registrou o recorde histórico de emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera. O resultado é 5% superior ao maior obtido até então, em 2008, início da crise econômica internacional. Os números confirmam que a queda nas emissões havia sido causada pela redução da atividade industrial e não pelo aperfeiçoamento das matrizes energéticas.

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

O aumento representa um total de 30,6 bilhões de toneladas de gás carbônico lançadas à atmosfera no ano passado. Em 2009, as emissões haviam caído 1,9% em relação ao ano anterior.

A retomada do crescimento ocorreu por causa do uso de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, que, juntos, correspondem a 80% das fontes de energia do planeta.

O relatório da AIE também indica que cerca de 60% das emissões de CO2 de 2010 foram provenientes de países emergentes, como China, Índia e Brasil. Os detalhes sobre os números de cada país, porém, só serão divulgados em novembro.

"Esse aumento significativo das emissões de CO2 e as emissões futuras garantidas em razão de investimentos em infraestrutura representam um sério revés para as esperanças de limitar o aumento global da temperatura a um máximo de 2°C", afirmou o economista-chefe da agência, Fatih Birol. O limite foi estabelecido na última Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em dezembro, em Cancún, no México.

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