Empregados da BR Distribuidora entram em greve dia 20 no Rio

Funcionários da BR Distribuidora, empresa de distribuição de combustíveis da Petrobras, decidiram em assembleias entrar em greve por 72 horas a partir do dia 20, para tentar forçar a discussão com a estatal de uma questão trabalhista que se arrasta desde 2001.

REUTERS

16 Junho 2011 | 20h00

Os empregados pretendem interromper a saída do combustível dos terminais Teduc, Gario e Fábrica --todos no Rio de Janeiro-- que abastecem postos da BR e clientes diretos da empresa no Estado, como órgãos do governo estadual, de municípios e empresas de ônibus.

A continuidade do fornecimento de querosene de aviação (QAV) para as companhias aéreas ainda não havia sido decidida pelo sindicato da categoria, informou a diretora jurídica do sindicato, Ligia Deslandes, que acredita que o movimento pode se ampliar para outros Estados.

Segundo ela, os motoristas não serão prejudicados porque podem usar postos de outras bandeiras, mas se houver suspensão do fornecimento de QAV poderá haver falta do combustível.

"Estamos avaliando porque não gostaríamos de prejudicar o pessoal nos aeroportos, a BR atende 70 por cento da demanda", informou a advogada.

O impasse sobre o Adicional por Tempo de Serviço (ATS) teve início em 2001 a partir de um acordo para a venda do benefício, oferecido pela companhia. Dos 2.712 funcionários na época --hoje são 1.800--, apenas 512 não aderiram à proposta.

Em 2005, houve o retorno do ATS para todos os empregados, com exceção dos que haviam sido indenizados em 2001, mas os empregados que venderam o ATS discordam dos critérios usados pela Petrobras para justificar o não pagamento.

"A progressão apresentada pela BR não seguia os mesmos preceitos dos que eram praticados anteriormente e, inclusive, se distanciava da tabela apresentada pelas demais empresas do sistema Petrobras", explicou o sindicato em nota.

Em comunicado, a Petrobras afirmou que "está adotando as medidas cabíveis para garantir a continuidade das operações em todas as unidades do Rio de Janeiro... sem prejuízo para a segurança dos trabalhadores, a distribuição de combustíveis e o atendimento à população".

(Reportagem de Denise Luna)

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