Empresa diz que subestimou capacidade de furtarem vigas

O presidente da concessionária Porto Novo, José Renato Ponte, disse nesta quinta-feira, 10, que a empresa "subestimou a capacidade dos ladrões" que furtaram seis vigas de aço, retiradas de duas rampas de acesso ao Elevado da Perimetral, e que estavam depositadas num terreno no bairro do Caju, na zona portuária. O furto foi noticiado na quarta-feira, 09. Cada viga mede 40 metros de comprimento por 60 centímetros de largura, e pesa 20 toneladas.

MARCELO GOMES, Agência Estado

10 Outubro 2013 | 18h12

"Estamos falando de um roubo (sic). Vamos apurar o roubo, ver o que aconteceu. E depois vamos nos posicionar. Estamos fazendo aquilo que estava sob nossa responsabilidade. A Porto Novo não pode se responsabilizar por um roubo. A Porto Novo não roubou as vigas. A Porto Novo depositou as vigas no terreno da prefeitura. O terreno não é da Porto Novo. Podemos dizer que nós subestimamos a capacidade do ladrão ir lá roubar", disse Ponte.

Questionado por repórteres se a concessionária irá ressarcir a Prefeitura do Rio, Ponte disse que primeiro é necessário aguardar a conclusão do inquérito aberto pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil. Ele confirmou que o sumiço só foi comunicado à polícia nessa quarta-feira, mesmo dia em que a concessionária descobriu o furto. Ele afirmou ainda que a responsabilidade pelo desaparecimento deve ser dividida entre a Porto Novo e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (CDURP), empresa ligada à Prefeitura do Rio que indicou o terreno onde as vigas deveriam ser depositadas.

"Nós achamos que não precisaria de ter um guarda lá. Só isso. É uma responsabilidade conjunta nossa e da CDURP. Não vai acontecer de novo. Estamos apurando. Ponto. Quando sair o resultado do inquérito, o responsável vai ser penalizado".

A concessionária Porto Novo é a responsável pelas obras de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, cuja principal intervenção será a derrubada total do Elevado da Perimetral. A conclusão de todas as obras, na região que possui cerca de 5 milhões de metros quadrados, está prevista para o primeiro semestre de 2016, pouco antes dos Jogos Olímpicos no Rio.

Ponte disse acreditar que as vigas foram cortadas com um maçarico em mais de uma noite, e depois furtadas para serem revendidas como sucata, "ao preço de R$ 1 ou R$ 2 o quilo".

As seis vigas foram avaliadas em R$ 100 mil pelo Conselho Regional de Engenharia do Rio (Crea-RJ). Todas as 900 estruturas da Perimetral têm valor estimado em R$ 14 milhões.

Até agora, já foram retiradas do elevado 18 vigas, sendo que 12 foram reutilizadas nas obras. As vigas foram fabricadas em aço corten, material nobre que resiste à maresia e a variações climáticas por pelo menos 300 anos.

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