Empresa nega ter revisado helicóptero que caiu em GO

Documento divulgado pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás confirmou que o helicóptero Koala AW 119KII (prefixo PP-CGO), da Policia Civil, que caiu este mês matando oito passageiros, não passou por revisão, das 300 horas de voo, como foi informado pela própria Secretaria um dias após o acidente, em Piranhas.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

18 Maio 2012 | 18h22

"As cadernetas de revisão estão vazias", disse o secretário João Furtado Neto. "A empresa não realizou a manutenção porque foi informada, no dia 4, pela Agência Nacional de Avião Civil (Anac), que estava suspensa". De acordo com Furtado Neto, o helicóptero foi retirado da empresa sem que a manutenção tivesse sido iniciada e muito menos concluída. Relatou, ainda, que ocorreu uma troca de óleo da aeronave, antes de ser retirada do galpão de manutenção.

O documento, que nega a revisão, foi expedido e assinado pela Fênix Manutenção e Recuperação de Aeronaves Ltda, a empresa contratada pela Secretaria. Além do helicóptero da Polícia Civil, a Fênix foi contratada para suprir também duas outras aeronaves, idênticas, vinculadas ao Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Goiás. No momento, ambas estão estacionadas, à espera de revisão do fabricante (AgustaWestland). A Secretaria informou, após o acidente, que o Koala passara por revisão nos últimos dias 4 e 7.

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