Empresário de oposição morre na prisão no Barein, diz grupo

Um empresário xiita ligado ao grupo oposicionista Wefaq morreu na terça-feira sob custódia da polícia do Barein, disse o grupo, enquanto a filha de um ativista preso anunciou uma greve de fome.

REUTERS

12 de abril de 2011 | 17h11

A imprensa estatal e as autoridades não se manifestaram sobre a notícia da morte de Kareem Fakhrawi, anunciada por um membro do Wefaq.

No mês passado, o regime sunita do Barein reprimiu com rigor as manifestações da maioria xiita, inclusive pedindo auxílio militar da vizinha Arábia Saudita.

O governo já prendeu centenas de xiitas, substituiu os editores de um jornal da oposição e demitiu centenas de funcionários públicos xiitas que faltaram ao trabalho durante uma greve no mês passado.

Mattar Mattar, porta-voz do Wefaq, disse que Fakhrawi morreu uma semana depois de ficar preso em uma delegacia à qual havia comparecido para se queixar da demolição da sua casa por policiais. "Ou ele estava doente e não recebeu tratamento, ou foi torturado", afirmou.

Fakhrawi foi a quarta pessoa a morrer sob custódia policial nos últimos dias no Barein. O governo nega que haja torturas, e diz que todas as acusações serão investigadas.

(Reportagem de Frederik Richter com reportagem adicional de Erika Solomon em Dubai)

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