Empresário diz que ataque à usina de TO é 'terrorismo'

O presidente da Companhia Energética São Salvador, Victor-Frank Paranhos, classificou como "terroristas" os responsáveis pela derrubada de torres da linha de transmissão da distribuidora Celtins, que fornece energia elétrica para a região da construção da hidrelétrica de São Salvador, no Tocantins. Segundo a empresa, os ataques interromperam os trabalhos de construção da usina. De acordo com Paranhos, os responsáveis estão ameaçando de morte os funcionários da hidrelétrica. "Alguns estão com medo e indo embora."De acordo com ele, os responsáveis estão derrubando as torres das linhas de transmissão cortando os cabos de aço que dão sustentação às torres ou provocando curto-circuitos nas linhas de transmissão. O executivo disse que a empresa não sabe quem são os responsáveis pela derrubada das torres, que resultou no corte de energia para o canteiro da hidrelétrica e para a cidade de Palmerópolis, próxima à usina. Ele considera, porém, que o motivo do movimento "é chantagem pura e simples". Segundo ele, antes de iniciar a construção da hidrelétrica, o grupo fez um amplo levantamento de todas as pessoas que seriam atingidas pela obra e pela barragem da usina. "Foram utilizadas fotos de satélite e identificadas 140 famílias, todas cadastradas. Agora aparece uma lista com 800 nomes, de pessoas que não estavam nas áreas atingidas", afirmou.

ALAOR BARBOSA, Agencia Estado

18 de outubro de 2007 | 17h14

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