Empresário mostra confiança pela 1a vez no ano, aponta CNI

Os empresários da indústria brasileira recuperaram a confiança, de acordo com pesquisa trimestral da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta segunda-feira. É a primeira vez no ano que o setor demonstra tal sentimento.

REUTERS

20 Julho 2009 | 14h44

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 58,2 pontos na atual leitura, ante 49,4 pontos na pesquisa de abril. No mesmo mês de 2008, o indicador estava em 58,1 ponto.

Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança e valores acima denotam confiança.

"O crescimento do ICEI em julho corrobora a reversão das expectativas negativas e anuncia a recuperação da atividade industrial", avaliou a CNI em nota divulgada no site da entidade. Com a confiança maior, a confederação acredita que os empresários deverão retomar investimentos e aumentar a produção.

O levantamento da CNI mostrou que a confiança melhorou nos três portes de empresas: nas grandes atingiu 59,4 pontos, entre as médias cresceu para 58,5 pontos e nas pequenas alcançou 56,2 pontos.

Entre os 27 setores de atividade pesquisados, 25 apresentaram aumento da confiança do empresário. A maior foi registrada no setor de outros equipamentos de transporte, com 63,5 pontos. Na sequência, aparecem equipamentos hospitalares e de precisão (62,8 pontos) e limpeza e perfumaria (62,2 pontos).

EXPECTATIVA TAMBÉM MELHORA

O indicador sobre a expectativa dos empresários também melhorou, conforme a pesquisa, alcançando 63,6 pontos em julho, ante 61,6 pontos no mesmo mês de 2008 e 57,6 pontos em abril.

A expectativa dos empresários em relação à economia brasileira ficou em 60,6 pontos e em relação à própria empresa, em 65,1 pontos.

Quando questionado sobre as condições atuais, contudo, o empresário ainda se mostrou desconfiado, mas menos pessimista que na pesquisa anterior. Tal indicador saiu de 33,2 pontos para 47,2 pontos.

A avaliação sobre as condições da economia atingiu 45,7 pontos e em relação à própria empresa, 48 pontos.

A pesquisa foi realizada com 1.513 empresas (891 pequenas, 415 médias e 207 grandes) entre os dias 30 de junho e 17 deste mês.

(Reportagem de Paula Laier)

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