Empresas de TV paga detalham planos para melhoria de serviços

As principais empresas de TV paga do Brasil detalharam seus planos de ações para melhoria na prestação de serviços, após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter exigido medidas para reduzir o número de reclamações no setor.

SÉRGIO S, Reuters

28 de novembro de 2012 | 15h42

Ao todo, seis empresas até o momento entregaram seus planos para o regulador, o qual ainda não vê motivos para sanções mais extremas como a suspensão das vendas.

A Net, maior fornecedora de serviços de TV paga do país em número de assinantes, identificou entre os principais motivos das reclamações a qualidade do sinal, cumprimento de agenda, informação correta sobre a mensalidade e tempo e qualidade de atendimento.

Para infraestrutura, a empresa do grupo mexicano de telecomunicações América Móvil disse mobilizar 700 frentes de trabalho para melhorar sinal de seus serviços, com finalização prevista para março de 2014. Para melhorar o atendimento presencial e a manutenção serão investidos cerca de 100 milhões de reais em ferramentas de gestão e treinamento.

Já a Vivo TV, Telefônica Brasil, busca reduzir em 61 por cento as reclamações relativas a cobrança até outubro de 2013, com medidas como simplificação dos serviços, maior transparência e garantias nesses processos, inclusive com penalização de fornecedor.

A empresa busca também cortar em 52 por cento reclamações com reparos de serviços, comprometendo-se com rápido restabelecimento do sinal, e em 30 por cento as queixas com cancelamentos dos serviços, igualmente até outubro do próximo ano.

Para a subsidiária do grupo espanhol Telefónica, entretanto, para atingir a meta é preciso levar em conta a "descontinuidade da tecnologia MMDS (distribuição de sinal por radiofrequência)".

"Mesmo oferecendo a migração para outra tecnologia, há resistência natural dos usuários na mudança e, em alguns casos, pode haver inviabilidade técnica de fazer esta mudança, o que pode gerar reclamações", disse a Telefônica Brasil em seu plano.

A GVT, do grupo francês Vivendi, identificou como principais causas de reclamações problemas técnicos, atraso em instalação e reparos e problemas de cobrança.

Para se dirigir a isso, uma das medidas adotadas pela GVT é utilizar mão-de-obra própria, que "mostrou-se a solução mais confiável e estável no médio e longo prazo", com aumento no quadro de instaladores e reparadores e mais treinamento.

Sobre cobranças, a empresa promete melhorar o processo de comunicação com clientes, enquanto para os problemas técnicos é almejada mais redundância geográfica, que permitiria um apoio caso os sistemas venham a falhar.

Para a Claro TV, representada pela Embratel, também do grupo América Móvil, algumas das ações apresentadas foram a ampliação das inspeções de qualidade, a criação de um comitê de faturas e a construção de centro de transmissão de contigência em 2012, entre os outros.

"Informamos que os investimentos feitos em 2012 referentes a esses planos totalizam 60 milhões de reais", segundo a Embratel.

Os planos de ação da Oi e da Sky não puderam ser imediatamente acessados em um comunicado enviado pela Anatel.

De acordo com relatório da Anatel, a meta é de 0,65 reclamação a cada 1000 assinantes, ao passo a maioria das operadoras fica acima de uma reclamação de janeiro a julho deste ano. As que receberam mais queixas no período de foram Oi TV e GVT.

(Reportagem adicional de Tiago Pariz)

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