Emurb destruiu sítio arqueológico, diz Iphan

A Prefeitura de São Paulo deverá ser responsabilizada por destruir o sítio arqueológico do Largo da Batata durante as obras de urbanização do bairro, que começaram em agosto de 2007 sem uma prospecção do solo exigida por lei e sem a autorização dos órgãos de patrimônio. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recebeu a denúncia de um engenheiro que mora no bairro e pediu a imediata suspensão das atividades, interrompidas há cerca de uma semana. Uma empresa de arqueologia foi contratada pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) para produzir um laudo sobre o terreno - de acordo com o que for encontrado pelos peritos, sejam vestígios de assentamentos, urnas ou ossadas, o governo municipal será acionado pelo Ministério Público e multado. Segundo o arqueólogo do Iphan Rossano Lopes Bastos, o problema não é checar "se" a Prefeitura destruiu algo, mas descobrir "o que sobrou" do sítio arqueológico depois das obras. A Emurb, que já concluiu 35% da revitalização do Largo da Batata, afirmou que não sabia da necessidade de um acompanhamento arqueológico e não comentou a possibilidade de multa.

, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

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