Enchentes matam 77 na Arábia Saudita

Munidos de sombrinhas para proteger-se do forte sol, milhares de muçulmanos subiram ontem o Monte Arafat, próximo a Meca, como parte do hajj, a peregrinação anual a Meca. Na quarta-feira, chuvas torrenciais mataram 77 pessoas na Arábia Saudita e deixaram dezenas de desaparecidos.

AP E REUTERS, MECA, ARÁBIA SAUDITA, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

O maior temporal a atingir o país nos últimos anos provocou enchentes, que castigaram principalmente a cidade de Jeddah, na costa do Mar Vermelho.

As chuvas também atrapalharam o início do feriado religioso, na quarta-feira. Cerca de 3 milhões de muçulmanos de todo o mundo estão na cidade sagrada de Meca para fazer a peregrinação anual - que é um dos cinco pilares do islamismo. A tempestade complicou o trânsito e provocou imensos congestionamentos em vias que levam aos locais sagrados.

Autoridades sauditas informaram que as áreas mais afetadas pelas chuvas foram as favelas nos arredores de Jeddah, habitadas principalmente por estrangeiros que têm subempregos na cidade. Ocorreram deslizamentos de terra e muitas casas foram destruídas.

Ontem, os muçulmanos passaram o dia no Monte Arafat, a cerca de 20 quilômetros de Meca, para o ritual mais importante da hajj, no qual pedem perdão por seus pecados. Foi ali que o Profeta Maomé, dois meses antes de sua morte há 14 séculos, teria feito seu último sermão. "É impossível descrever o que sinto ao participar do hajj. Estou muito feliz", disse o sírio Mohammed Ismail.

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