Ensino fundamental avança no Brasil e médio fica estagnado

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) aumentou da 1ª à 4ª série, principalmente porque houve redução da repetência; no ensino médio, nota piorou em nove Estados e no DF

O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h04

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que o Brasil teve avanços nos primeiros anos do ensino fundamental, etapa da 1.ª à 4.ª série, tanto nos indicadores totais, incluindo redes privadas, quanto somente na rede pública. Levando em conta o desempenho de todas as escolas, o País saltou, de 2009 para 2011, da nota 4,6 para 5, superando a meta estipulada pelo governo, de 4,6. Na rede pública, a nota foi de 4,4 para 4,7, e a meta definida era de 4,7. A escala vai de 0 a 10.

Nos anos finais do ensino fundamental, de 5.ª à 8.ª série, o avanço foi menor. A média de todas as redes do País passou de 4,0 para 4,1, superando a meta de 3,9. Na rede pública, a pontuação foi 3,7 para 3,9, e a meta era de 3,7.

Dados detalhados desse indicador, porém, mostram que os alunos não aprenderam mais português e matemática - a proficiência dos estudantes aumentou apenas 0,22. O restante ocorreu por causa do aumento na progressão dos estudantes - houve menos repetência.

No ensino médio, a etapa tradicionalmente mais complicada do ensino, o Ideb ficou estagnado: de 3,6 para 3,7 na média geral (meta 3,7) e permaneceu em 3,4 na rede pública (meta 3,4). Nesses anos houve uma piora em nove Estados e no Distrito Federal. O objetivo do governo é chegar a 5,2 em 2021.

Para especialistas ouvidos pelo Estado, os dados indicam que o Brasil conseguiu avanços muito tímidos e grande parte dos estudantes ainda sai das escolas sem aprender o que deveriam nas suas respectivas séries.

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