Entendimento com frigoríficos é melhorado

Empresas também preferem tratar com quem oferta boa quantidade de animais [br]de qualidade

O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2007 | 04h26

Conforme o gerente de Pecuária da Agropecuária Jacarezinho, em Valparaíso (SP), Luiz Fernando Boveda, se o produtor negocia, isoladamente, seu gado, há um porém: "Sem um volume significativo, a negociação com o frigorífico fica bastante dificultada", diz. "Mesmo que o gado seja de excelente qualidade."A Jacarezinho negocia praticamente todo o seu gado para abate - entre 5 mil e 6 mil animais por ano - por intermédio da Conexão Delta G. "Com a venda conjunta, aliada a um programa conjunto de melhoramento, a Conexão obtém lotes homogêneos e de qualidade", descreve. "E isso se traduz em mais ganhos para todos os pecuaristas associados", diz Boveda."Ofertando grandes quantidades e com bom padrão conseguimos bom entendimento com frigoríficos", confirma o diretor-executivo da Associação Nacional dos Confinadores, Fábio Dias. "Algumas vezes conseguimos um adicional em cima do valor da arroba. Sempre relacionado à melhoria do peso médio e bom acabamento de carcaça", diz Dias.A associação deve enviar para o abate, até o fim do ano, 650 mil cabeças, a esmagadora maioria de gado nelore. "Além de negociarmos melhor para o pecuarista, também acompanhamos o abate, o que também reflete na melhoria do trabalho na fazenda", continua Dias, acrescentando que a associação tem um banco de dados de quase 200 mil animais acompanhados. "Analisando as carcaças vemos cada vez mais que estamos no rumo certo", conclui.

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