Enterro de padre Adelir deve ser realizado sexta-feira no PR

Religioso morreu quando tentava realizar vôo sentado em uma cadeirinha carregada por mil balões de gás

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

31 de julho de 2008 | 20h01

Os restos mortais dopadre Adelir de Carli, de 41 anos, que morreu quando tentava realizar um vôo de 20 horas, sentado em uma cadeirinha carregada por mil balões de gás, devem chegar por volta das 10 horas da sexta-feira, 1, a Paranaguá. O corpo foi liberado por volta das 19 horas desta quinta no Instituto Médico Legal de Macaé (RJ). A expectativa era de que ele chegaria nesta noite à Paróquia São Cristóvão, onde era pároco, mas a burocracia fez com que fosse atrasada a liberação.Veja também:Corpo encontrado na costa do RJ era de padre AdelirPetrobras diz ter encontrado corpo de padre desaparecidoDNA de corpo achado no mar demora ao menos 40 dias Segundo o padre Bruno Bach, que o substituiu como pároco, uma vigília começaria por volta das 23 horas para aguardar o corpo. Uma missa solene deve ser celebrada por volta das 16 horas pelo bispo da diocese, dom João Alves dos Santos, que viajou ao Rio de Janeiro na quarta-feira, com o intuito de liberar o corpo. Logo depois da missa, os restos mortais serão levados para Ampére, a cerca de 650 quilômetros de Paranaguá, no sudoeste do Paraná, onde vive a maioria dos familiares de Carli, para o sepultamento. O padre desapareceu no dia 20 de abril, após levantar vôo em Paranaguá. Apesar do tempo chuvoso, ele não aceitou os conselhos para que adiasse sua aventura, alegando que tinha controle de tudo. O objetivo era divulgar a Pastoral Rodoviária, da qual ele fazia parte. No entanto, logo depois as primeiras dificuldades começaram a aparecer. Num dos contatos, ele disse que não conseguia visualizar as coordenadas no GPS. A intenção era que os ventos o levassem para o interior do Paraná, mas eles sopraram para o lado contrário e o arremessaram no mar em Santa Catarina, de onde fez o último contato com equipes de resgate. As buscas no litoral catarinense estenderam-se até o dia 11 de maio, quando foram encerradas oficialmente pelo Corpo de Bombeiros Voluntários da Penha. Nesse tempo encontraram apenas balões de gás. No dia 3 de julho, um rebocador que presta serviços à Petrobras encontrou partes dos membros inferiores de um corpo boiando no mar, a cerca de 100 quilômetros da costa de Marica (RJ) e a 800 quilômetros de Paranaguá. As vestes que recobriam o corpo levaram à suspeita de que poderia ser do padre Adelir, o que foi confirmado por exame de DNA.

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