ENTREVISTA-Brasil oferece ajuda à África para produzir alimentos

O Brasil está pronto a fornecer experiência e tecnologia de graça a países africanos que queiram aumentar a produção de alimentos e desenvolver biocombustíveis, disse na terça-feira o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

DIADIE BA, REUTERS

09 Junho 2009 | 15h07

Importante produtor de alimentos e o principal exportador de etanol do mundo, o Brasil está ampliando seus laços com a África, onde testes iniciais com biocombustíveis apresentaram resultados variados e os aumentos nos preços dos alimentos intensificaram os pedidos para o desenvolvimento da agricultura.

"Podemos ajudar a África, sem encargos, para transferir a tecnologia de processamento de alimentos," disse à Reuters Miguel Jorge.

O Brasil é o maior exportador mundial de açúcar, carne bovina e de frango, e o segundo maior exportador de soja.

Jorge, que lidera uma delegação comercial brasileira em visita à África para promover tecnologias agrícolas, disse que o Brasil poderia ajudar a aumentar a produção de alimentos no continente mais pobre do mundo, sem fornecer mais detalhes.

A alta nos preços de alimentos e combustíveis dos últimos anos provocou levantes sociais em muitos países africanos, que agora estão sob pressão para aumentar e melhorar os investimentos em agricultura.

Muitos profissionais da indústria da biotecnologia veem a África como destino de investimentos no futuro à medida que o continente talvez apresente a maior necessidade, assim como será o que tem mais a ganhar com ela.

Além de desenvolver a produção de alimentos está disposto a ajudar os países africanos a ampliarem os esforços feitos para o desenvolvimento de biocombustível.

"Nós desenvolvemos a tecnologia de biocombustível mais importante do mundo e podemos transferi-la de graça aos países africanos", afirmou Jorge, acrescentando que os países poderiam produzir biodiesel e etanol.

A revolta social dos países africanos foi exacerbada pelo aumento no preço dos combustíveis no ano passado.

A delegação brasileira visitará Gana, que já recebe assistência no desenvolvimento de tecnologia de biocombustíveis, Nigéria e Guiné Equatorial.

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