ENTREVISTA-Mercado de trabalho brasileiro já viu o pior da crise

O mercado de trabalho do Brasil já deixou o pior da crise financeira mundial para trás, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nesta quinta-feira, ainda que aumentem os temores de que a queda da demanda possa levar a maior economia da América Latina à recessão.

ANA NICOLACI DA COSTA, REUTERS

19 de março de 2009 | 16h14

Lupi disse à Reuters que os dados de emprego melhores em janeiro e fevereiro mostram que o mercado de trabalho está se estabilizando e previu que mais de 100 mil vagas formais serão criadas em março.

"Em março nós vamos ser o primeiro país a virar a página da crise do emprego; vamos gerar mais de 100 mil empregos", disse ele, em entrevista à Reuters.

Questionado se isso significa que o mercado de trabalho já passou pelo pior, ele disse: "Com absoluta segurança e certeza. Eu não estou apostando, eu estou afirmando."

Lupi disse prever que o saldo líquido do mercado de trabalho seja positivo até pelo menos junho, mas não comentou sobre se é possível ter algum número negativo depois disso.

Os números foram divulgados um dia após a notícia de que a economia brasileira ganhou mais 9 mil vagas formais em fevereiro, ainda que após três meses seguidos de cortes de vagas e que esse seja o crescimento de empregos mais fraco no mês de fevereiro em 10 anos.

A economia brasileira perdeu mais de 650 mil postos de trabalho em dezembro e analistas dizem que a previsão de março é ambiciosa, dados os recentes números fracos do governo.

No quarto trimestre de 2008, a economia do país se contraiu 3,6 por cento na maior queda trimestral em mais de uma década. Economistas prevêem que a economia cresça apenas 0,6 por cento este ano, frente os 5,1 por cento em 2008.

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