ENTREVISTA-Statoil inclui Ártico e mantém Brasil no foco

As duas grandes descobertas no Ártico no ano passado confirmaram a estratégia da Statoil de focar em exploração no extremo norte, disse o diretor financeiro da companhia.

REUTERS

16 de janeiro de 2012 | 18h37

A norueguesa Statoil prevê buscar petróleo nas águas do Ártico na Noruega, Rússia e Groenlândia nos próximos anos.

A companhia também foca em áreas no Brasil, Angola, leste da África e Indonésia, disse Torgrim Reitan à Reuters nesta segunda-feira.

"O Ártico tem sempre sido grande para nós e as novas descobertas são um progresso. É como se finalmente tivéssemos quebrado a senha e provado por que nós acreditamos nisso por tanto tempo", disse Reitan em entrevista.

No começo deste mês a Statoil anunciou Havis, uma grande descoberta no Mar Barents na Norueguesa, o que juntamente com o campo de Skrugard pode conter reservas combinadas de 400 milhões a 600 milhões de barris de óleo equivalente.

O interesse na área do Mar de Barents aumentou desde que a Rússia e a Noruega encerraram disputa de décadas em área de fronteira no Ártico.

CANDIDATA À COMPRA NO BRASIL

No Brasil, a Statoil estaria entre as candidatas à compra a compra dos ativos da norte-americana Anadarko, segundo o jornal Finance Times.

Entre as áreas à venda pela Anadarko e de possível interesse pela Statoil, um bloco possui grande descoberta no pré-sal da bacia de Campos - uma fronteira exploratória que tem despertado o apetite de petroleiras globais.

Nos ativos que já possui, as descobertas de petróleo que a norueguesa realizou no ano passado na bacia de Campos estão levando a empresa a cogitar uma nova plataforma do tipo FPSO para o Brasil.

A petroleira estuda ampliar o sistema de produção já existente no campo de Peregrino, que produz óleo a partir de uma plataforma.

Outras três descobertas foram comunicadas à reguladora no bloco C-M-529 em 2011. Os três indícios foram de petróleo.

GROENLÂNDIA

Reitan acrescentou que áreas em ambos os lados da nova fronteira possuem oportunidades, enquanto a Statoil também está "muito estimulada sobre" a Groenlândia, apesar da disputa da Cairn Energy's por lá.

Tem sido noticiado que a companhia britânica Cairns está em conversação para a possível venda de partes de áreas de exploração, uma vez que sua campanha de perfuração de 1,2 bilhão de dólares falhou em gerar alguma

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