Enviado da ONU ao Iêmen diz que governo vai transferir poder

O enviado da ONU ao Iêmen, Jamal Benomar, disse nesta terça-feira que foi alcançado um acordo sobre transferência de poder no país e os detalhes estavam sendo definidos. No entanto, três tentativas anteriores fracassaram porque o presidente Ali Abdullah Saleh voltou atrás na última hora.

REUTERS

22 de novembro de 2011 | 13h48

Uma autoridade iemenita afirmou que o principal obstáculo para a assinatura do acordo são alguns dirigentes do partido de Saleh, o Congresso Geral do Povo, que se opõem ferrenhamente a seus termos.

"Nós temos um acordo. Estamos definido os detalhes para a assinatura", declarou Benomar, que vem procurando fazer a mediação entre as partes conflitantes, falando a repórteres em Sanaa.

De acordo com um plano elaborado por um conselho formado por seis países vizinhos do Iêmen, no Golfo Árabe, Saleh transferiria o poder para seu vice, Abd-Rabbu Mansour Hadi, e depois seriam antecipadas as eleições.

Uma autoridade iemenita, que pediu para manter o anonimato, disse que Saleh estava tentando convencer os dirigentes de seu partido a abandonarem as objeções ao acordo e aceitar o plano do Conselho do Golfo.

Líderes de uma aliança de partidos oposicionistas e uma fonte no Conselho do Golfo também afirmaram que na segunda-feira foi alcançado um acordo e eles esperavam sua assinatura ainda nesta terça-feira.

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