Envio de fuzis por Correios será investigado, diz Jobim

Para ministro da Defesa, ato foi um 'equívoco'; já a cúpula das Forças Armadas considerou 'uma idiotice'

Eugênia Lopes e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2008 | 20h33

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira, 5, que mandou investigar o envio de 80 fuzis pelos Correios. As armas foram encomendadas à Indústria de Material Bélico (Imbel), órgão do Comando do Exército, pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, e entregue por meio de malotes dos Correios. Jobim considerou "um equívoco" e "um absurdo" a remessa.   Já o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, observou que a legislação permite o envio de armas pelos Correios. "Está dentro da legalidade. Estamos verificando o que houve", disse o general Enzo. As declarações do militar foram rebatidas por Jobim. "Não deve ser natural porque temos um problema muito sério no País e não deve ser conduzido dessa forma. É um absurdo que se tome providências dessa natureza. Mandei apurar porque a remessa foi feita pela Imbel", disse Jobim. A atual legislação permite o envio de até cinco armas pelos Correios. O problema é que para enviar os 80 fuzis, a Imbel fez 16 pacotes, cada um com cinco armas. Para a cúpula das Forças Armadas, a indústria fez uma "idiotice" e foi "um erro de avaliação" ao enviar tantos fuzis pelos Correios. O assunto foi tratado na reunião do Alto Comando do Exército. Os militares observaram que mesmo o envio dos fuzis por empresa de transporte não é totalmente seguro, já que as armas também correm o risco de serem desviadas. No entanto, reiteraram que apesar de reconhecerem ser um erro a entrega via Correios, a iniciativa não descumpriu a legislação.

Mais conteúdo sobre:
armas Bope Correios Sedex

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.