Epidemia de dengue se alastra na Baixada Santista

Depois de Santos e da Praia Grande, foi a vez da prefeitura de Cubatão decretar epidemia de dengue no município. Na segunda-feira, a cidade atingiu 262 casos da doença neste ano. Unidades básicas de saúde e prontos-socorros de toda a Baixada Santista vêm apresentando aumento considerável de atendimento de pacientes com suspeita de dengue.

SANTOS, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2013 | 02h04

Na semana passada, Santos confirmou o quadro epidêmico, com a ocorrência de 2.359 casos. Em apenas uma semana, houve um aumento de 97%. Em Praia Grande, foram confirmados 859 doentes. São Vicente aparece em quarto lugar, com 277 casos, seguido pelo Guarujá, com 264.

Até mesmo os governos de cidades menores, como Bertioga e Peruíbe, estão preocupados com o avanço da doença, após o registro de 86 e 35 casos, respectivamente. No total, a Baixada Santista tem o registro de 4.168 casos da doença em toda a Baixada Santista - número que tende a aumentar, pois há muitas pessoas aguardando o resultado dos exames de sangue para confirmação do diagnóstico.

Segundo a prefeitura de Cubatão, o alerta foi feito na segunda-feira porque, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde, a epidemia só pode ser considerada a partir da ocorrência de 300 casos para cada 100 mil habitantes - ou 241 confirmações.

A situação, porém, é mais crítica em Santos, que decretou alerta máximo contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Mutirões semanais estão sendo desencadeados em diversos bairros, enquanto os agentes fazem operação pente-fino para eliminar os focos do inseto nos imóveis abandonados. / ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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