Epidemia de gripe nos EUA já atinge 47 dos 50 Estados

Uma epidemia de gripe já se alastrou por 47 dos 50 Estados americanos e matou 20 crianças. A contaminação de quase 20 mil pessoas no Estado de Nova York forçou o governador Andrew Cuomo a decretar situação de emergência de saúde pública no sábado. A correria pela vacinação tem sido intensa, sobretudo em Nova York, o segundo destino favorito dos turistas brasileiros.

DENISE CHRISPIM MARIN , CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2013 | 02h05

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a influenza surgiu antes do período normal nos EUA, no final de novembro, e seu risco de contaminação continuará elevado por semanas. Em nove das dez regiões há alto registro de pessoas doentes. No Estado de Nova York, Cuomo afirmou que o total de contaminados - 19,1 mil pessoas - é cinco vezes maior que na temporada anterior. "Vivemos o pior período de gripe desde 2009. A influenza está se espalhando, com casos registrados em todos os nossos 57 condados e em todos os 5 bairros da cidade de Nova York", alertou.

A gripe predominante neste ano nos EUA é a H3N2, uma derivação do tipo A (suína) que surgiu na China no fim dos anos 1960. Tosse forte, prostração e febre alta são sintomas comuns. Cerca de 20% dos casos registrados até agora, porém, são de influenza do tipo B. Medidas simples são recomendadas, como manter o doente em casa até a sua recuperação, lavar as mãos com frequência e se vacinar.

"Se você está vacinado, tem 60% menos riscos de pegar gripe. Sabemos há muito tempo que a vacina contra a gripe está longe de ser perfeita, mas é o melhor instrumento para a prevenção da doença", afirmou Thomas Frieden, diretor do CDC.

Em Nova York, os estoques de vacina das farmácias baixaram drasticamente no último fim de semana. A expectativa do Departamento de Saúde do município era a de normalização da oferta ainda ontem. Problemas semelhantes foram observados nos Estados de Colorado e Michigan e na capital, Washington.

Viagem. No Brasil, o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que não há recomendação de cancelamento de viagem para os EUA. A pasta observa que viajantes - principalmente idosos, crianças, grávidas e imunodeprimidos - devem evitar contato com doentes, lavar as mãos várias vezes por dia e procurar atendimento médico imediatamente, caso apareçam sintomas. Não é obrigatório se vacinar antes de viajar. Quem buscar vacinação em clínicas privadas deve observar o prazo de validade. / COLABOROU MARIANA LENHARO

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