Equador quer resolver dívidas em cortes internacionais

O Equador planeja desafiar a legalidade da dívida externa em tribunais internacionais e não agirá fora da lei, afirmou a ministra das Relações Exteriores, Maria Salvador, nesta terça-feira. Este mês, o governo equatoriano ameaçou não pagar dívidas "ilegais" ou empréstimos que foram acertados com irregularidades quando contratados por administrações passadas. O governo do país, que é membro da Opep, classificou seus quase 4 bilhões de dólares em títulos globais como ilegais, e atrasou os pagamentos de um dos títulos enquanto decide sua próxima medida. "O relatório da auditoria encontrou problemas de responsabilidade e ilegalidades ... que têm que ser tratadas internamente pela procuradoria geral e fora do país, eventualmente, por processos e julgamentos internacionais", disse Salvador a uma rádio local. "Quero deixar isso claro; o Equador nunca irá agir fora do domínio da lei". Ela não especificou se o Equador irá suspender pagamentos de seus títulos soberanos caso decida buscar a suspensão de obrigações através das cortes internacionais. O Equador não deu detalhes sobre qual corte usaria para fazer a reivindicação. O Equador entrou em atrito com o Brasil na semana passada depois de abrir um processo na Câmara internacional do comércio em Paris para suspender os pagamentos de 320 milhões de dólares para o BNDES que segundo o governo equatoriano foi ilegalmente contratado. Salvador reiterou na mesma entrevista que seu governo irá esperar por uma decisão de uma corte internacional sobre a legalidade do empréstimo brasileiro para suspender os pagamentos. (Reportagem de Alonso Soto)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.