Alexander Radnaev/Divulgação
Alexander Radnaev/Divulgação

Equipe cria novo relógio atômico

Exemplar é 100 vezes mais preciso que os similares

/ EFE, O Estado de S.Paulo

21 Março 2012 | 03h02

Uma equipe internacional de cientistas trabalha na construção de um relógio com margem de imprecisão de um décimo de segundo em 14 bilhões de anos, informou o Instituto Tecnológico da Geórgia (EUA).

A precisão dos relógios atômicos provém das oscilações dos elétrons nos átomos, induzidas por raio laser. O relógio em questão, 100 vezes mais preciso que os atuais relógios atômicos, deve sua pontualidade ao núcleo de um só íon de tório.

Oscilações. Segundo o Instituto Tecnológico da Geórgia, para criar as oscilações responsáveis pela marcação do tempo no super-relógio atômico, os pesquisadores planejam o uso de um laser que opera em uma frequência de 1 quatrilhão de oscilações por segundo, fazendo com que o núcleo de um íon de tório passe a um estado de energia elevado.

A "sintonização" de um laser que crie esses estados de energia mais altos permitiria que os cientistas fixassem sua frequência com muita precisão, e essa frequência seria usada para marcar o tempo.

Os relógios mecânicos usam um pêndulo, cujas oscilações medem o tempo. Já nos relógios modernos, são cristais de quartzo que fornecem as oscilações de alta frequência.

De acordo com especialistas, o super-relógio atômico poderia ser útil para o estudo de teorias fundamentais da física e poderia aumentar a precisão do sistema GPS.

Mas, para que o relógio seja estável, é preciso mantê-lo a temperaturas muito baixas, próximas ao zero absoluto (-273°C), o que geralmente se faz com o uso de laser. Neste caso, usar laser é problemático, pois sua luz também cria oscilações que marcam a passagem do tempo.

Os pesquisadores resfriaram o íon mais pesado e isso baixou a temperatura do íon que marca o tempo sem afetar suas oscilações. A pesquisa é financiada pelo Escritório Naval de Pesquisas e pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA.

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