ES terá montadora de veículos em investimento de US$300 mi

O governo do Espírito Santo assinou na segunda-feira acordo com a Brasil Montadora de Veículos (Bramo) para a construção de uma fábrica de veículos, em investimento de 300 milhões de dólares, informou o Estado em comunicado à imprensa.

REUTERS

06 Março 2012 | 08h43

O acordo, que está sujeito à aprovação pelo governo federal do novo regime automotivo que flexibiliza regras de índices de nacionalização de componentes para novos investidores, prevê a instalação de uma fábrica para montagem de veículos das marcas chinesas Changan e Haima e da sul-coreana Ssangyong.

O mercado brasileiro já conta com marcas chinesas como JAC, Chery, Lifan e Hafei e sul-coreanas Hyundai e Kia e o novo empreendimento se somará a uma série de novas fábricas no quarto maior mercado de veículos do mundo.

A produção inicial da Brasil Montadora será de 10 mil unidades por ano a partir de 2014, podendo chegar a 50 mil veículos por ano na última fase. A empresa utiliza tecnologia sul-coreana e chinesa na montagem de veículos e na produção de motores, informou o governo do Estado.

A fábrica, que produzirá automóveis e utilitários esportivos, tem entrada parcial de operação prevista para meados de 2013, devendo a chegar à sua plena capacidade em dezembro de 2015.

"Nossos investimentos reúnem recursos próprios, de nosso grupo empresarial em Portugal, e também de investidores internacionais", afirmou o empresário Abdul Ibraimo, segundo o governo do Espírito Santo. Segundo ele, o novo projeto poderá "competir de igual para igual com os Haima frente aos (veículos) nacionais e aqueles provenientes dos acordos do Mercosul e do México, nosso projeto de fábrica se mostra muito viável".

Em 2011, a marca Ssangyong registrou vendas de 4.984 veículos no Brasil, uma participação equivalente a 0,64 por cento do mercado, segundo dados da associação de distribuidores de veículos, Fenabrave.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Mais conteúdo sobre:
AUTOSESPIRITOSANTOMONTADORA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.