Escavação da Linha 4 do Metrô-SP chega à República

Com a chegada ao centro da cidade, escavação atinge 80% da extensão total da linha amarela

AE, Agência Estado

25 Novembro 2008 | 08h45

O shield, ou megatatuzão, equipamento que escava o túnel da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, chegou nesta segunda, 24, à Estação República, na região central, o que corresponde a quase 80% das escavações. A roda de corte da escavadeira rompeu a parede de concreto que era a última camada separando o túnel da futura passagem dos trens.   A máquina agora passará por manutenção e deve voltar à ativa em fevereiro do ano que vem. "Da Vila Sônia até a Praça da República, o shield escavou 5,8 quilômetros de túneis. Estamos próximos da fase final, quando o equipamento atingir 7,4 km de escavações, o que deve ocorrer em julho de 2009, quando chegar à Estação da Luz", afirmou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), durante vistoria das obras. Segundo ele, o Metrô começará a fase de testes em outubro de 2009 e deve entrar em operação a partir de fevereiro de 2010.O custo total das obras da Linha 4-Amarela foi de US $ 2,13 bilhões, segundo o consórcio Via Amarela, e contou com recursos do Banco Mundial, consórcio de bancos, iniciativa privada e do Estado. "Como o financiamento foi em dólares e a moeda sofreu forte desvalorização, deve sobrar um volume de recursos financiados em torno de R$ 650 milhões", disse o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella.Na fase atual, os 32 pilares antigos do Metrô República serão substituídos por novos, em uma "intervenção quase cirúrgica", como define Márcio Pellegrini Ribeiro, diretor de Contratos do Consórcio Via Amarela. De acordo com ele, as áreas mais críticas foram no entorno do Edifício Copan - que apresenta afundamento em torno de 35 centímetros - e na proximidade da Praça Roosevelt, quando o megatatuzão passou a meio metro de distância de cada estaca do Viaduto Alcântara Machado.A extensão total da Linha 4 será de 12,8 km. Os 5,4 km restantes, da Estação Faria Lima ao Pátio da Vila Sônia, são construídos pelo método NATM (New Austrian Tunneling Method), que utiliza operários e escavadeiras.

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