Escola atende aluno mais pobre

Congolês quer oferecer educação de qualidade

O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2012 | 02h03

O congolês Isaac Muamba Kalonji, de 33 anos, explica que só largaria a educação pela política. Diretor e dono da fundação Instituto Francés Imka, escola do pobre bairro de Tlahuac, na Cidade do México, ele vive no país como refugiado político.

"Aqui decidi trabalhar pela educação. Estou me preparando para ser presidente do Congo", vaticina, com olhos escondidos pelos óculos escuros redondos.

Com sorriso fácil e espanhol fluente, Kalonji conta que chegou ao México no dia 15 de abril de 2005. Foi parar lá depois de um processo de perseguição política no Congo que impediu seu pai de assumir a presidência. Há três anos, Kalonji abriu a escola em uma tentativa de oferecer educação de qualidade à população pobre. Escolheu uma das regiões mais carentes. A escola ensina inglês e francês - Kalonji morou e estudou em Paris por anos.

Dentro do sistema Uno Internacional, a Imka é uma exceção. Apesar de cobrar mensalidade (em torno de R$ 250), está em um bairro violento e tem um perfil de alunos mais carentes, filhos de pequenos comerciantes.

Para fechar as contas, Kalonji às vezes põe a mão no próprio bolso. "Ano passado fui ao Congo buscar diamantes para vender e pagar as contas."

A escola aderiu ao sistema Uno Internacional em 2011. "O uso da tecnologia emociona, fazer com que os alunos percebam que podem estudar com a mesma ferramenta dos que estão no Polanco", diz ele, referindo-se a um dos bairros nobres da capital. "Quero mostrar ao mundo que as coisas podem ser feitas. A educação é o motor." / P.S.

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