Escola de SP depredada por alunos tem histórico de briga

Funcionários dizem que há um grupo intitulado Primeiro Comando do Amadeu Amaral, responsável pelo tumulto

Agencia Estado

13 de novembro de 2008 | 09h00

Os alunos da Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, zona leste de São Paulo, depredaram ontem o colégio aos gritos. André Pimentel, delegado titular do 81.º Distrito Policial, afirma que a escola apresenta um histórico de brigas e depredações. Pedras e carteiras foram arremessadas nos vidros, portas arrombadas, tapas e socos fizeram os professores, acuados, se trancarem dentro de uma sala. A "rebelião" só terminou por volta das 12 horas com a entrada da Polícia Militar, acionada por vizinhos e funcionários da unidade. Em meio à correria, adolescentes de 5ª a 8ª séries choravam e gritavam e a diretora da escola desmaiou, segundo testemunhas. U., uma aluna de 15 anos que teria sido pivô da confusão, ficou levemente ferida. Funcionários da escola apontam a existência de um grupo chamado Primeiro Comando do Amadeu Amaral (PCAA) como responsável pelo tumulto de ontem e de outros ocorridos este ano. Um inquérito foi instaurado, mas, segundo o delegado, não há gangues agindo na escola. A pancadaria de ontem começou quando os alunos rivais descobriram que U., da 8ª série, havia dormido trancada em uma sala de aula desativada no 3.º andar. A menina diz que ficou trancada desde as 15h30 de de terça-feira, com medo de apanhar de J., outra aluna, de 18 anos. "Elas começaram a falar que eu era do Brás, não era dali. J. começou a gritar comigo e aí começaram a falar 'porrada' e ela veio para cima de mim. Com medo, me tranquei e me escondi na sala. Só no dia seguinte, eles (alunos) arrombaram a porta", contou U., ao mostrar os cortes no braço. A mãe da menina afirma que ela estuda há cerca de um mês na escola. "Só sei que ontem a minha filha brigou na escola, apanhou e a direção não avisou."

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