Escola em Barueri se destaca em natação, xadrez e música

Inaugurada em 2010, instituição oferece fundamental completo desde 2011

DAVI LIRA / ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h02

Gerida por uma fundação pública, a Escola Municipal Professora Dagmar Ribas Trindade, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, alcançou o maior Ideb entre as escolas paulistas estaduais e municipais avaliadas em 2011. O índice 6,6 foi alcançado nas séries finais do ensino fundamental, puxado pelo resultado na Prova Brasil, base do Ideb.

A escola obteve a maior nota em português e ficou com a segunda melhor pontuação em matemática em relação às unidades da rede pública do Estado. O porcentual de aprovação, que entra na conta do Ideb, ficou dentro da média do total de escolas da rede.

Inaugurada em julho de 2010, a Dagmar Ribas começou a ofertar o ensino fundamental completo apenas em 2011. "A escola é nova e tem gás, foi a primeira vez que participamos do Ideb", comemora a diretora Marlene Azevedo. A unidade não é vinculada diretamente à Secretaria de Educação da cidade, mas gerida pela Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb). "Havia outra escola pública no local, a Honduras, que, pela baixa qualidade, foi extinta", disse a superintendente da Fieb, Neide Minicheli.

A escola tem uma sede moderna e conta com estrutura pouco presente na maioria das escolas públicas brasileiras. Tem aulas de natação, xadrez e música, além de um departamento de saúde com atendimento odontológico. "O que eu mais gosto são as aulas de natação uma vez por semana", diz Ana Cristina dos Santos, de 11 anos, do 6.º ano. Ela mora em outro bairro, Parque Imperial, e demora 1h20min para chegar à escola. "Mesmo assim eu agradeço a Deus por ela estar estudando aqui", conta o pai Antonio José, de 52 anos.

A escola conta com laboratórios de química, física, biologia e inglês. "De diferente mesmo são os laboratórios, mas o que eu mais gosto é da disciplina que os professores impõem", diz o aluno do 1.º ano do ensino médio Daniel Souza, de 15 anos. "Temos uma grande quantidade de trabalho", diz ele, que participa das eliminatórias da Olimpíada Brasileira de Física com outros 11 estudantes da escola.

Acompanhamento psicológico e fonoaudiológico também fazem parte da rotina dos mais de 1,8 mil alunos. Como as vagas são limitadas e a procura é grande, foi necessário criar um processo de seleção. "Fizemos vestibulinho e sorteios para os alunos do 1.º ano", diz a superintendente da Fieb, Neide Minicheli. Segundo ela, de 8 mil a 10 mil candidatos tentaram estudar na escola ano passado.

Modelo. A Fieb mantém seis outros institutos técnicos e outra unidade que serviu de modelo para a Dagmar Ribas, a Maria Theodora, em Alphaville, que sempre teve destaque nos Idebs anteriores. "Diferentemente da Maria Theodora, nossa escola fica numa região carente, no bairro Jardim Maria Cristina. Mesmo assim nos espelhamos neles", afirma a orientadora pedagógica Priscila Cabral. Não só ela como outros professores, incluindo a atual diretora, migraram da Maria Theodora.

Os resultados do Ideb 2009 da Maria Theodora serviram de parâmetro para que a Dagmar Ribas enfrentasse as principais dificuldades dos alunos. "Depois de analisar o índice, passamos a trabalhar de maneira focada", diz a coordenadora das séries finais do fundamental, Sirley Costa. Foi proposto auxílio para alunos com deficiências de aprendizagem, por meio de plantões de dúvidas, reforço extraclasse e simulados. "Estamos preparando os alunos do 8.º ano para o Ideb 2013", diz Sirley.

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