Escola libera alunos após manifestações no Brás

Fumaça de uma bomba de gás lacrimogêneo usada pelos policiais, atingiu a região da escola

Solange Spigliatti e Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

26 de outubro de 2011 | 08h35

SÃO PAULO - Os alunos do turno da manhã da Escola Técnica Estadual Carlos de Campos (Etec) foram liberados mais cedo nesta manhã de quarta-feira, 26, por conta das manifestações de camelôs na região do Brás.

Segundo a diretora acadêmica da escola, Eliane Leite, a turma, na maioria crianças, que sairia às 11h40, foram liberadas às 9h45 por motivo de segurança.

Na hora da saída dos alunos, a fumaça de uma bomba de gás lacrimogêneo usada pelos policiais, atingiu a região da escola, na rua Monsenhor de Andrade. Um dos alunos passou mal por conta da fumaça e houve muita correria. Ninguém ficou ferido, segundo a diretora.

De acordo com a diretora, a frequência dos alunos durante o dia de ontem foi muito baixa, em consequência dos protestos ocorridos na madrugada de terça-feira.

As aulas da tarde e da noite de hoje poderão ser suspensas, ou os alunos serão liberados antes do horário, caso os tumultos continuem durante a tarde e possam pôr em risco os funcionários e os alunos da escola, de acordo com a diretora.

Duas pessoas foram detidas e encaminhadas para o 12ºDP para averiguação, no Brás, por praticarem vandalismo durante passeata dos vendedores ambulantes pelas ruas da região nesta manhã.

Segundo o major da Polícia Militar, Wagner Rodrigues, os dois manifestantes tentaram forçar o fechamento das portas de algumas lojas da região e foram detidos.

Os camelôs permaneciam andando pelas ruas Monsenhor de Andrade, João Teodoro e Xavantes, mas a passeata voltou a ser pacífica por volta das 10h30, após pequenos confrontos com os policiais. Ninguém ficou ferido, de acordo com o coronel.

As lojas da região, que ficaram por um tempo de portas fechadas, começaram a funcionar normalmente, assim com a Feirinha da Madrugada. Apenas uma das várias entradas da Feira permanece aberta, na rua Monsenhor de Andrade, onde uma fila de policiais continua em frente à porta, para garantir a ordem. Os consumidores continuam a ser revistados pelos policiais, para evitar a entrada de produtos inflamáveis ou armas.

Por volta das 7 horas, os ambulantes colocaram fogo em pneus e colchões para interditar a via, no sentido centro. A tropa de choque chegou ao local pelo outro sentido da via e foi recebida com pedras jogadas pelos manifestantes.

Mais cedo, os camelôs e a PM já haviam entrado em confronto na Rua Oriente, onde, por volta das 5h45, balas de borracha e bombas de efeito moral foram utilizadas pelos policiais para dispersar os manifestantes.

Texto atualizado às 11h36

 

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