Escola particular recebe manual de alimentação saudável

O Ministério da Saúde e a Federação Nacional de Escolas Particulares firmaram nesta quarta-feira um acordo para tornar mais saudáveis os lanches vendidos nas cantinas. A ideia é que, com a parceria, colégios passem a seguir diretrizes que tratam desde as condições sanitárias dos espaços onde a comida é preparada e vendida até a orientação sobre como montar um cardápio variado, com menos itens que levam sódio, gordura e açúcar.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

04 Abril 2012 | 18h32

"Não se trata de simplesmente abolir a coxinha", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A partir do acordo, a federação e ministério passam a estudar mecanismos para reconhecer escolas que seguem as diretrizes propostas pelo governo. A cartilha já é seguida na rede pública de ensino do País.

A iniciativa pretende frear a tendência de aumento de casos de crianças com obesidade e sobrepeso no Brasil. Cerca de 525 mil crianças e 140 mil adolescentes tem obesidade mórbida. "Estamos convencidos de que hábitos alimentares são formados também na escola. Daí a necessidade desta iniciativa", disse Padilha.

Pesquisa de Orçamento Familiar feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que 34,8% das crianças com idade entre 5 a 9 anos estão acima do peso. Na faixa entre 10 e 19 anos, o porcentual é de 21,7%. Uma avaliação sobre saúde escolar mostrou que somente um terço dos alunos matriculados na rede particular consomem frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Padilha acredita que a medida terá impacto também entre a população adulta. "A criança bem informada acaba sempre levando orientação para casa", disse.

Mais conteúdo sobre:
saúdealimentaçãoescolas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.