Escolas de São Paulo terão classes de repetentes

As escolas estaduais da Grande São Paulo terão salas especiais para alunos repetentes da 4ª série a partir do ano que vem. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, serão formadas também classes de 3ª série com crianças que tiveram notas insuficientes na 2ª série no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), uma exame externo feito pelo governo. Isso porque, pelo sistema de progressão continuada, só é possível repetir ao fim dos ciclos (na 4ª ou 8ª série).Segundo estimativas, cerca de 6.300 crianças de 4ª série - 9% do total - farão parte dessas novas classe. Na 3ª série, cerca de 9.500. O governo informou que as salas devem ter, no máximo, 25 alunos. Assim, precisarão ser criadas 252 classes de 4ª e 380 de 3ª série. Atualmente há 20 mil alunos no primeiro ciclo da educação fundamental (1ª a 4ª) das escolas estaduais.A iniciativa, chamada de Projeto Intensivo de Ciclo (PIC), vai usar materiais específicos para a recuperação do aluno. Os professores, segundo a secretaria, também serão treinados para isso. A intenção é a de minimizar problemas do sistema de progressão continuada, que recebe críticas porque as crianças avançam sem ter aprendido.?Tenho muita preocupação com classes de recuperação que segregam?, diz a vice-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Beatriz Luce. Para ela, no entanto, se as aulas tiverem metodologia que leve em conta a idade e a condição de vida dos alunos repetentes, pode dar certo. ?Muitos são mais velhos e vêm de famílias desestruturadas.? Segundo ela, já há experiências bem-sucedidas nesse sentido em algumas cidades, como na rede municipal de Porto Alegre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

20 de dezembro de 2007 | 09h46

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